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SÃO PAULO – A melhora da JBS (JBSS3) no terceiro trimestre deste ano é clara, mas ainda não foi suficiente para acender uma luz verde no mercado. A sustantabilidade dos bons números está em jogo, e os analistas ainda se mantêm cautelosos até verem uma recuperação nos Estados Unidos. As ações da companhia chegaram ao pico de 3,98% no pregão da última quarta-feira (14), mas perderam todo os ganhos e terminaram numa forte queda de 3,06% aos R$ 6,33.
“Nós acreditamos que a forte performanece do terceiro trimestre não irá se sustentar daqui para frente”, disseram os analistas Francisco Navarrete, Tatiane Shibata e Giovanna Siracusa, do Barclays. A avaliação deve-se, primeiramente, pelas pressões dos custos vindas dos negócios de frango nos EUA e, posterior, pelo contínuo desafio da divisão de carnes no mercado norte-americano com menor oferta de gado.
O período foi beneficiado pelo fato de que os criadores de gado norte-americanos anteciparam o abate de bovinos para o terceiro trimestre, devido ao aumento de grãos que se iniciou em junho, fazendo com que os preços do gado “artificialmente” recuassem. Contudo, isso deve resultar em menor oferta no quarto trimestre, o que irá comprimir as margens, comentam os analistas.
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A sustentabilidade dos números do terceiro trimestre também é questionada pelos analistas da XP Investimentos, que não recomendam exposição ao papel. O carro chefe do período foram as operações de bovinos no Mercosul, com destaque para o Brasil, que seguiram “sustentando”o bom desempenho da companhia, graças ao ciclo do gado “favorável” internamente, comentam.
Eles apontam, contudo, que a alavancagem da empresa mostrou alguma melhora no período, especialmente pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) mais robusto, com a JBS alcançando o montante de R$ 5 bilhões em caixa, equivalente a mais de 90% da dívida de curto prazo, mas tal alavancagem ainda está muito elevada, encerrando o trimestre com um indicador dívida líquida/Ebitda de 3,68 vezes, avaliam.