Analistas mantêm recomendação de compra para BB após balanço

Melhora do índice de inadimplência e do índice de eficiência são os destaques do resultado trimestral, segundo Concórdia e Planner

Publicidade

SÃO PAULO – Os analistas da Concórdia e da Planner receberam o balanço do Banco do Brasil (BBAS3) referente ao quarto trimestre e ao exercício de 2011 de forma positiva, uma vez que os números vieram em linha com as expectativas das corretoras. Por conta disso, as casas de análise optaram por reiterar a recomendação de compra para os papéis do banco público.

O preço-alvo da Concórdia para as ações da instituição é de R$ 37,00, o que representa potencial de valorização de 40,20% em relação ao fechamento de segunda-feira (13). O valor estabelecido pela Planner é de R$ 37,20 – upside de 40,96% na mesma base de comparação.

Como destaques positivos do resultado, as corretoras citam a melhora do índice de inadimplência e do índice de eficiência. O índice de inadimplência da carteira do quarto trimestre, medido pelo saldo de operações vencidas há mais de 90 dias, recuou de 2,3% no último trimestre de 2010, para 2,1% em 2011, ficando estável na comparação com o terceiro trimestre.

Continua depois da publicidade

Já o índice que mede a relação entre as despesas e receitas do BB ficou em 42,9% nos últimos três meses de 2011, contra 44,9% no terceiro trimestre. No confronto anual, o indicador de eficiência passou de 42,6% em 2010, para 42,1% no ano passado.

Outros destaques
A Concórdia também chama a atenção para o bom desempenho das operações de seguros, previdência e capitalização. “Outro ponto importante a destacar é que o BB cumpriu praticamente todos os guidances fornecidos no início de 2011”, escrevem os analistas Leonardo Zanfelicio e Karina Freitas em relatório.

Segundo a equipe da corretora, as únicas exceções ficaram para o menor crescimento da carteira de crédito junto às pessoas físicas e jurídicas. Contudo, mesmo não atingindo este dois guidances, o banco foi o que apresentou a maior evolução na carteira de crédito frente aos seus principais concorrentes, destacam os analistas.