Analistas divergem em relação a possível tag along sobre ações da Usiminas

Concórdia recomenda cautela aos investidores para aplicar nas ações ordinárias da empresa, enquanto Ativa vê movimento positivo

SÃO PAULO – O anúncio de que a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) pode defender os seus direitos de tag along no caso de saída da Camargo Corrêa (CCIM3) e da Votorantim do controle da Usiminas (USIM3;USIM5) foi vista de formas divergentes pela Ativa Corretora e pela Concórdia. O tag along a ser acionado é de 80% para os detentores dos ativos ordinários da companhia, que deveriam receber essa porcentagem por ação possuída.

Segundo a analista Daniella Maia, da Ativa, essa informação deve ser positiva para a USIM3, conforme já refletido pelo mercado. Para Daniella, a reinvindicação dos acionistas minoritários pelo direito de tag along – que pode ser reforçada pela participação da CSN (CSNA3) – deve afetar o papel positivamente no curto prazo. 

Já os analistas da Concórdia, Leonardo Zanfelicio e Karina Freitas, recomendam que os investidores se mantenham cautelosos quanto aos investimentos nos papéis USIM3. Caso não houver direito de tag along como a maioria defende, as ações devem cair de maneira brusca, devido aos altos preços que elas estão precificadas no mercado após a discussão sobre o prêmio de controle da companhia, avaliam.

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Os analistas ressaltaram ainda a afirmação do presidente da Usiminas, que acredita que a transação não deve disparar esse direito, pois dois dos acionistas controladores do antigo bloco de controle continuaram no comando da companhia.

Em meio a esse cenário, a Concórdia recomenda a compra somente das ações USIM5, já que considera a entrada do grupo Technit no bloco de controle como positiva no médio prazo. O preço-alvo dos ativos preferenciais é de R$ 14,83 por papel – o que configura um potencial de valorização de 39,25% em relação ao fechamento de quinta-feira (1).