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SÃO PAULO – O dólar comercial amplia seus ganhos nesta tarde, operando com valorização próxima de 0,5%. Após iniciar a terça-feira (12) em queda, causada principalmente pelo ânimo do mercado diante do avanço no investimento e na importação chinesa, os investidores aproveitaram os indicadores ruins divulgados tanto nos EUA quanto no Brasil para realizarem ganhos.
Nos EUA, o relatório sobre os preços de imóveis residenciais apontou a maior queda em bases anuais de sua série histórica de 30 anos neste primeiro trimestre, ao regredir 13,8% em comparação ao mesmo período de 2008. Ainda por lá, o déficit na balança comercial avançou pela primeira vez em sete meses. No entanto, tal crescimento do saldo negativo foi melhor do que o esperado.
Nesta tarde, também foi divulgado pelo Tesouro norte-americano o orçamento do governo, que apresentou déficit de US$ 20,9 bilhões em abril, em linha com as projeções do mercado, que apontavam um saldo negativo em US$ 20 bilhões.
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No Brasil, atenção aos dados pertinentes ao emprego industrial, que registraram o maior recuo em base anual desde 2001, ao cair 5% na comparação entre os meses de março desse ano e de 2008.
Cenário corporativo
A atenção dos investidores também é voltada para o desempenho corporativo, com destaque para os números trimestrais reportados pela Petrobras ao final da sessão anterior, cuja queda de 19,7% em seu lucro líquido em relação ao primeiro quarto de 2008 foi acima das expectativas do mercado.
Destaque também para as montadoras General Motors e Ford. Enquanto a primeira vê a possibilidade de um pedido de concordata aumentar, a segunda anunciou a realização de oferta de ações para levantar fundos.
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Confira as cotações do dólar
dólar comercial opera cotado a R$ 2,0670 na compra e R$ 2,0690
na venda, alta de 0,53% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,3000, representando um ágio de 11,27%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 5,22% em maio, frente
à baixa de 5,58% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 11,47%.
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Dólar futuro na BM&F
também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
opera cotado a R$ 2.078,
alta de 0,29% em relação ao fechamento
de R$ 2.072
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em alta de 0,67%,
atingindo R$ 2.096 frente
à R$ 2.082 do fechamento de
segunda-feira.