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SÃO PAULO – As ações da Gafisa (GFSA3) lideram as perdas do Ibovespa na tarde desta quinta-feira (4), com queda de 7,07% por volta das 16h30 (horário de Brasília), chegando aos R$ 3,81. O papel da construtora parece ter invertido a tendência de ganhos dos últimos meses: GFSA3 saiu da região dos R$ 2,20 em julho para R$ 4,80 em agosto – uma impressionante alta de 120% sem grandes explicações.
“Esse papel parece estar bastante volátil ultimamente”, avalia Henri Evrard, analista da Infinity Asset. O papel, que chegou a registrar queda de 7,82% no intraday, se isola na liderança da ponta negativa do setor, que vê a Brookfield (BISA3) recuar 4,92% – a segunda posição do benchmark – chegando aos R$ 3,48. Enquanto isso, o Ibovespa sobe 0,12% aos 58.696 pontos e o IMOB, que mede as imobiliárias, cai “apenas” 0,42%.
Alguns fatores estariam pesando sobre o desempenho da Gafisa na visão de Evrard: além da fortíssima alta, a empresa passa por uma pesada especulação sobre o futuro da Alphaville – sua operação voltada para o mercado de alta renda. Essa subsidiária pode ser vendida, e o resultado ainda é fruto de dúvida no mercado.
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“Alguns analistas acham que isso seriam bom para a empresa, mas quem sabe? É um dos poucos negócios da Gafisa que dá lucro”, afirma Evrard. Se o resultado da venda da “galinha de ovos de ouro” não é consenso, há uma percepção de que a queda do primeiro semestre foi exagerada, de acordo com o analista da Infinity, o preço praticado precificava uma possível quebra da Gafisa.
“E se a empresa não vai quebrar, havia potencial para alta”, afirma. Para ele, conforme os investidores tentam descobrir qual a melhor faixa, é capaz que o acionista da Gafisa tenha que arcar com um alto grau de incerteza e insegurança em relação à ação, já que esta deve apresentar movimentos fortes tanto para cima quanto para baixo.