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SÃO PAULO – As ações da AmBev (AMBV4) terminaram a segunda semana de janeiro como a principal baixa dentre os papéis que compõem o Ibovespa. Após ter marcado a segunda maior alta do ano em 2010, a empresa acumulou perdas de 5,87% na semana, encerrando cotada a R$ 46,83. No mesmo período, o Ibovespa avançou 1,27%, chegando aos 70.940 pontos.
A companhia enfrenta a perspectiva de um resultado abaixo do esperado pelo mercado no 4º trimestre de 2010, refletindo os volumes mais fracos da indústria. Além disso, 2011 traz um fluxo limitado de notícias positivas sobre a empresa. Neste cenário, o Goldman Sachs rebaixou nesta semana sua recomendação para ações preferenciais da companhia, de compra para neutra.
Market share ameaçado
De acordo com a dupla de analistas Gustavo Wigman e Claudio Lensing, após a empresa ter atingido um recorde de market share de 71,7% em setembro do ano passado, um aumento expressivo de preços era esperado. Contudo, eles dizem não esperar que este mesmo aumento seja praticado também pelos concorrentes da empresa, o que poderia levar a uma redução do elevado market share da cervejeira neste ano.
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Inflação deixa setor alimentício mais atrativo
O Goldman Sachs espera ainda que o mercado se decepcione em relação ao lucro ajustado das empresas do setor em 2011. “Nós acreditamos que os números do consenso estão elevados, possivelmente refletindo a forte taxa de crescimento vista em 2010, e nós vemos uma boa probabilidade de um desapontamento do mercado mais pra frente”, afirmam os analistas.
Na análise de Wigman e Lensing, para este ano a instituição está mais otimista em relação a setores mais defensivos no Brasil, como o segmento de empresas alimentícias. O aumento da inflação trouxe a alta dos preços, e embora o consumidor possa reduzir o consumo de bebidas, alimentos básicos não podem ser dispensados. Por conta disso, a AmBev deixou de ser a top pick do setor na lista do Goldman Sachs, substituída pelos papéis da Brasil Foods (BRFS3).
Outros destaques
Nesta semana, também tiveram performance negativa os papéis da BM&F Bovespa (BVMF3, R$ 12,40, -4,54%), Braskem (BRMK5, R$ 19,30, -3,98%), LLX Logística (LLXL3, R$ 4,36, -3,75%), OGX Petróleo (OGXP3, R$ 20,00, -3,61%) e MRV Engenharia (MRVE3, R$ 16,00, -3,32%)