Publicidade
SÃO PAULO – Em análise sobre as ações da Ambev (AMBV4), o HSBC destacou que mesmo com o momento de desaceleração do mercado, as cervejarias tem driblado as dificuldades, se concentrando na melhora dos preços, na obtenção de uma variedade mais favorável de marcas e em uma economia de custos para ajudar a compensar o crescimento mais lento do consumo e alta nos gastos.
Os analistas do banco inglês, Lauren Torres e James Watson, concordam com a fala de João Castro Neves, CEO (Chief Executive Officer) da Ambev, durante teleconferência de resultados do segundo trimestre, quando este disse que “nossa equipe conseguiu entregar crescimento simultâneo do volume e da receita líquida no segmento de cerveja, concentrando-se na execução de nossos planos comerciais”, entretanto, eles mostraram preocupação com o ritmo de recuperação do consumo no país.
O banco inglês manteve a classificação neutra para os papéis da cervejaria, e não alterou o preço-alvo, fixado em R$ 86,00 potencial teórico de valorização de 14,36% frente ao fechamento desta quarta-feira (29). As ações da Ambev devem ser negociadas a um prêmio para a média dos pares, devido à participação dominante da empresa num mercado em que, na visão de Torres e Watson, está em expansão.
Continua depois da publicidade
Resultados
Nos primeiros seis meses do ano, a Ambev teve um aumento de 10,1% em sua receita, com um crescimento de 3,4% no volume e aumento de 6,4% na receita por hectolitro. No Brasil, o crescimento foi de 9% na receita, com melhor desempenho em sua divisão de refrigerantes do que na de cervejas. Mesmo com resultados acima da maioria dos mercados desenvolvidos, o banco inglês entende que para o Brasil, o desempenho poderia ter sido melhor.