Alto risco pode levar Petrobras e Queiroz Galvão a devolverem bloco BM-S-12

QGEP anunciou que poço no bloco não tem potencial de produção; perfuração de novo poço depende de certeza econômica

Publicidade

SÃO PAULO – O consórcio formado entre Petrobras (PETR3, PETR4) e a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP3) pode devolver o bloco BM-S-12 à ANP (Agência Nacional de Petróleo) caso seja avaliado que há um elevado risco no local, disse nesta sexta-feira (1) o diretor de exploração da Queiroz Galvão, Lincoln Guardado, em teleconferência com analistas.

Nesta manhã a empresa divulgou a atualização de seu portfólio, no qual mostrou que o poço Ilha de Macuco não possui potencial de produção. “Em qualquer poço obtemos informações para agregar a uma análise de bloco. O potencial desdobramento ainda estamos avaliando”, disse, ao revelar que esse processo de análise pode levar cerca de três meses.

Por sua vez, segundo o executivo, o consórcio pode optar por perfurar outro poço no bloco, mas para isso é preciso haver um determinado grau de certeza, o que ocorre em um sentido econômico. “O poço adicional só viria nesse sentido econômico”, reforçou.