Alta de preços deve fortalecer caixa da Cesp em R$ 1,8 bi e impulsionar dividendos

Os possíveis proventos acrescidos podem chegar a R$ 3,6 por ação ou yield de 16%, conforme apontou a equipe de análise do Safra, em relatório

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SÃO PAULO – Nem todas as companhias do setor elétrico podem se prejudicar com o aumento dos riscos de um “apagão” ou período de racionamento de energia acontecer no Brasil. É o que o banco J. Safra explica em relatório enviado ao mercado nesta quinta-feira (20), após encontro realizado com CFO (Chief Financial Officer) e gerente de relações com investidores da Cesp (CESP6).

Conforme explica o analista Sergio Tamashiro, as atuais adversidades do cenário elevam as possibilidades dos preços spot – isto é, da energia negociada no curto prazo, hoje em R$ 577/MWh – se manterem em níveis bastante elevados, o que pode garantir bons retornos à companhia paulista, uma geradora de energia.

“[Almir] Martins – o CFO da Cesp – acredita em uma média de R$300/MWh [para os preços spot]  no restante do ano, 134% acima de nossa estimativa base (R$ 126/MWh), inferindo Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, usado como medida de geração de caixa) adicional de R$ 1,8 bilhão. Os possíveis dividendos acrescidos podem chegar a R$ 3,6 por ação ou yield de 16%”, afirma Tamashiro em relatório.

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Além disso, o chefe financeiro da companhia acredita ainda que os riscos de racionamento sejam limitados, uma vez que o governo pode aumentar o despacho das termelétricas em 4.000 MW-médio. Com isso, espera-se que uma amenizada nas temperaturas, por si, já garanta que a redução do nível dos reservatórios cesse.


Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.