Alta de 60% da CCX antes do anúncio da OPA tem que ser investigada, diz Eike

No pregão anterior ao anúncio a ação saltou 44%, com um volume negociado 13 vezes maior que a média diária

Publicidade

SÃO PAULO – A valorização de mais de 60% das ações da CCX (CCXC3) nos pregões que antecederam o anúncio da OPA (Oferta Pública de Aquisição) da empresa abriu espaço para desconfiança do mercado acerca de uso de informação privilegiada – em operação conhecida como “insider trading”. 

Na véspera, a empresa veio a público prestar esclarecimentos para a BM&FBovespa sobre a oscilação do papel. Agora, é a vez de Eike Batista, controlador do Grupo EBX, e ofertante do fechamento de capital da CCX, mostrar que a movimentação atípica das ações deve ser investigada.

Segundo a coluna de Lauro Jardim, da Veja, a oscilação do papel acendeu alerta até de Eike. “Acho que tem que ser investigado sim”, disse o empresário sobre o assunto. 

Continua depois da publicidade

No pregão que antecedeu a informação oficial de que Eike fecharia o capital da mineradora de carvão, as ações da empresa subiram impressionantes 44%. O volume negociado foi treze vezes maior do que a média dos últimos 21 pregões. 

Vazamento de informação não é caso isolado…
Este caso, contudo, não é isolado no mercado. Na época que o Grupo Pão de Açúcar (PCAR4), por meio da Globex, e as Casas Bahia fecharam um acordo para a criação de uma gigante do varejo, os papéis da Globex dispararam mais de 50% nos dias que antecederam o anúncio. Na véspera, as ações tiveram valorização superior a 35% e um volume negociado na BM&FBovespa sete vezes maior do que a média. No dia do anúncio, as mesmas ações subiram mais de 30%. 

Diante da forte oscilação das ações da Globex, o anúncio da aquisição das Casas Bahia foi antecipado, disse o presidente do Conselho de Administração do Pão de Açúcar, Abílio Diniz, no dia do anúncio do negócio.

Continua depois da publicidade

Em resposta, a Globex prestou esclarecimentos e enviou à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) uma lista com 119 nomes de pessoas que sabiam do negócio antes de sua divulgação pública.