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SÃO PAULO – O “legado de Eike Batista” era um dos principais fatores de pressão para as ações da Eneva (ENEV3), que estavam renovando mínimas atrás de mínimas nos últimos anos. Com dívidas altas e gastos acima da média, os papéis não andavam. Mas a empresa resolveu dar um “basta”: reestruturou a dívida e desarmou uma bomba relógio, fazendo as ações subirem até 9,73% no pregão desta sexta-feira (13), aos R$ 2,82. No final, terminaram com alta de 8,95%, aos R$ 2,80.
A empresa, na véspera, fechou um novo financiamento, desta vez para se livrar da dívida de curto prazo – que venceria neste mês e em março de 2014. Além disso, a empresa assegurou um crédito de R$ 600 milhões. A empresa agora tem dívidas de R$ 100 milhões a vencer em setembro de 2014, R$ 1,5 bilhão em dezembro de 2014, R$ 350 milhões em junho de 2015 e novos R$ 100 milhões em setembro de 2017.
Assim, a Eneva desarmou a dívida que venceria este ano e prejudicaria o desempenho da empresa no ano seguinte. Assim, a empresa ganha um fôlego e pode manter o ritmo de investimentos. Desde que a E.On assumiu, no meio do ano, a companhia vem se afastando do que Eike planejava para a companhia.
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Além da reestruturação da dívida, a empresa anunciou nesta sexta-feira que iniciou a operação comercial da usina termelétrica Parnaíba IV, no Maranhão, com capacidade de 56 megawatts. A companhia firmou contrato no mercado livre, por um período de cinco anos, para o fornecimento de 46 MW médios por 54 milhões de reais por ano.
Parnaíba IV finalizou sincronização com o Sistema Interligado Nacional (SIN) em 28 de novembro. Com o início de operação da usina, o complexo de termelétricas da Eneva no Maranhão atingiu capacidade instalada operacional de 901 MW e consumo de gás natural de aproximadamente 6 milhões de metros cúbicos por dia.