Coronavírus

Airbnb continua a oferecer aluguéis de temporada em Wuhan

Como outras empresas de serviços on-line, o Airbnb tenta lidar com a crise criada por um patógeno cuja propagação não dá sinais de recuo

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(Bloomberg) — O Airbnb solicitou aos anfitriões em partes da China afetadas pelo coronavírus que ajudassem hóspedes com possíveis mudanças nas reservas, mas sem alertar clientes sobre a doença.

Centenas de imóveis permanecem disponíveis por meio da plataforma de reservas na cidade de Wuhan, na província central de Hubei, onde o vírus que matou mais de 200 pessoas deve ter se originado.

Em uma mensagem, o Airbnb aconselhou anfitriões da região a prestarem muita atenção à evolução da epidemia e serem prestativos se o itinerário ou planos de um hóspede mudassem repentinamente.

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“O Airbnb lançou uma política especial de cancelamento para reservas de acomodação em Wuhan”, disse a mensagem em chinês, acrescentando que os anfitriões permaneçam em contato com os clientes. Por fim, o Airbnb deixou a cargo de cada anfitrião a decisão de aceitar ou não reservas.

“Ativamos nossa política de circunstâncias extenuantes para oferecer aos anfitriões e hóspedes afetados a opção de cancelamento de reservas sem cobranças”, disse um porta-voz da Airbnb em comunicado. “Estaremos continuamente avaliando e atualizando esta política.”

Como outras empresas de serviços on-line, o Airbnb tenta lidar com a crise criada por um patógeno cuja propagação não dá sinais de recuo.

A Organização Mundial da Saúde declarou o surto do coronavírus emergência de saúde pública global, um passo que permitirá às autoridades de saúde pública ajudarem países com sistemas de saúde com menos infraestrutura a impedirem a propagação do vírus.

Centenas de propriedades em Wuhan estavam disponíveis no Airbnb já na noite de 30 de janeiro, com descontos de até 15% oferecidos como promoção do Ano Novo Lunar.

Um repórter da Bloomberg News conseguiu concluir com êxito uma reserva, com pagamento efetuado com cartão de crédito do Reino Unido, sem ser avisado no aplicativo do Airbnb ou em e-mails de confirmação sobre os alertas de saúde e viagem.

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Em uma mensagem, o anfitrião disse que continuava a aceitar reservas para ajudar pessoas que não podiam retornar à cidade natal a encontrarem um lugar para ficar.

O processo é semelhante para hotéis e suas parcerias com sites como Booking.com. Uma busca de acomodação em Wuhan no Booking.com usando um computador com sede no Reino Unido produz uma ampla gama de opções de hotéis. No entanto, havia confusão sobre se os hotéis estavam funcionando.

O Booking.com mostra o Hilton Wuhan Riverside como esgotado para a noite de 31 de janeiro. No site do hotel, são fornecidos mais detalhes: “Como medida de precaução, de acordo com os esforços de prevenção na China e com os requisitos do governo local, o Hilton Wuhan Riverside interromperá temporariamente as reservas a partir de agora até 15 de fevereiro de 2020.”

Uma mensagem idêntica é mostrada a clientes que tentam reservar em outro hotel da rede Hilton em Wuhan, o Hilton Wuhan Optics Valley.

No entanto, na quinta-feira à tarde em Londres, o site do Booking.com dizia que o Hilton Wuhan Riverside havia sido reservado duas vezes nas seis horas anteriores. Não havia alerta de saúde visível para potenciais hóspedes.

Uma porta-voz do Hilton WorldWide Holdings disse: “Não controlamos sites de terceiros ou como eles exibem suas ofertas”, mas acrescentou que alertas e conselhos de saúde são exibidos nos sites do próprio Hilton.

O Booking.com não respondeu a um pedido de comentário.

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