Ainda pressionada, Gafisa aprofunda perda e chega a cair quase 5%

Expectativa com continuidade de resultados fracos pode estar afetando desempenho das ações da imobiliária, que registram as mais expressivas desvalorizações do setor no mês

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SÃO PAULO – Em dia de rali de ações consideradas arrojadas, os papéis da Gafisa intensificam a pressão vendedora. Às 16h32 (horário de Brasília), as ações retrocediam 4,75%, para R$ 3,81. O papel teve alta de 2,50% pela manhã, mas chegou a mostrar declínio de 4,85% durante a sessão. 

Os papéis da imobiliária registram a segunda maior queda do setor no Ibovespa, e são seguidos por MRV (MRVE3; -1,79%, a R$ 10,95) e Brookfield (BISA3; -1,60%, a R$ 3,69. Cyrela (CYRE3) e Rossi Residencial (RSID3), contudo, escapam da onda de baixas, apresentando leves altas de 0,29%, a R$ 17,42, e 0,43%, a R$ 4,66, nesta ordem.

O cenário para o pregão, em geral, com ações balizadas pela demanda doméstica em baixa, em detrimento de papéis atrelados ao panorama internacional não deve perdurar, na visão do analista Guilherme Canaan, da corretora Corval. “O movimento da sessão foi pontual, emabalado pela declaração de Eike Batista e pelo balanço da Vale”, avalia.

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Para Canaan, as ações da Gafisa devem continuar com forte oscilação até a divulgação do balanço trimestral – no próximo dia 14. A expectativa dele é que a empresa continue a registrar resultado fraco, ainda pressionada pela aquisição da Tenda.”A Gafisa pagou valor alto demais na compra da Tenda, está bastanta endividada e, por conta desse cenário, é a mais volátil do setor”, avalia. 

A trajetória de queda das ações da construtora, no entanto, já vem sendo relatada há certo tempo. Além das pressões sobre a Tenda, o papel também sofre pressão por conta da resolução de seu imbróglio com a Alphaville – subsidiária que a Gafisa ainda precisa adquirir o restante da participação, através da emissão de novas ações.

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