Ainda não é hora de comprar as ações da Petrobras, diz JPMorgan

Analistas acreditam que produção vai aumentar em breve, mas veem ricos com pré-sal e com a importação de combustíveis
Plataforma de Petróleo
Plataforma de Petróleo

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SÃO PAULO – O JPMorgan elevou levemente o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) da Petrobras (PETR3;PETR4) de US$ 19,00 para US$ 20,00, mas mantendo a recomendação neutra; para os ativos ON e PN, o target é de, respectivamente, R$ 24,00 e R$ 25,00. “Ainda não acreditamos que esta é a hora de comprar Petrobras”, avaliam em relatório os analistas Caio Carvalhal e Felipe dos Santos, destacando que, apesar da expectativa positiva para as ações no segundo semestre de 2014, ainda há preocupações sobre a performance dos papéis no curto prazo.

Esta perspectiva leva em conta o leilão do pré-sal, em Libra, marcado para acontecer no próximo dia 21 de outubro e os resultados do terceiro trimestre. Além disso, os múltiplos dos papéis como ainda não muito atraentes. Sobre o tão falado reajuste de combustíveis, Carvalhal e Santos não descartam a hipótese que ele ocorra ainda este ano, mas prefere não considerá-lo em suas estimativas, uma vez que veem uma baixa probabilidade de que isso venha a ocorrer. Porém, os analistas traçaram um cenário em caso de reajustes de combustível: para um aumento de 5% no preço da gasolina e do diesel, o impacto no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) pode ser positivo em 89,709 milhões. 

Sobre a produção da companhia, os analistas não acreditam que a companhia atingirá o seu guidance. Para tanto, seria necessário que ela produzisse 360 mil barris adicionais por dia entre agosto e dezembro, enquanto os analistas esperam que esse número seja de 110 mil barris. Porém, a decepção do mercado pode ser revertida com uma mudança de tendência na produção da Petrobras no final do ano, com o início da produção nas plataformas P-55 e P-63. Desta forma, eles seguem com uma expectativa positiva para 2014, com projeção de aumento da produção em 5%.

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Libra: é mais um risco do que uma oportunidade
Sobre o leilão do pré-sal, os analistas continuam vendo Libra como um negócio arriscado, apesar de alguns benefícios em potencial com o acesso da companhia em meio à participação obrigatória que ela terá, uma vez que será a operadora única da área leiloada no pré-sal.

Os analistas ressaltam que a petrolífera pode ser arrastado para o edital de licitação pouco atraentes e que mesmo nas melhores condições possíveis de licitação, a economia seria pressionada, com pouco espaço para decepções em preços futuros de petróleo e de produtividade por poço. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.