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SÃO PAULO – Apesar de uma queda acumulada em mais de 30% no preço das ações da Usiminas (USIM5) este ano, a Citi Corretora não enxerga os ativos “como uma oportunidade de compra”, conforme relatório divulgado nesta segunda-feira (25).
A recomendação do Citi, inclusive, é de venda e sem nenhum evento positivo no curto prazo. “Nossa preferência entre as siderúrgicas é a Gerdau, com rating neutro”, complementa. O preço-alvo estimado para a ação da companhia é de R$ 11,00, um potencial teórico de valorização de 69,5% sobre o último fechamento.
O motivo para não aproveitar a desvalorização dos papéis é a baixa perspectiva para o próprio mercado de mineração e siderurgia. “O preço do aço deve continuar baixo em função do excesso de capacidade no mundo. Além disso, a demanda, que geralmente é mais fraca no terceiro trimestre, continua baixa no Brasil”, analisa. “A expansão da produção de minério de ferro pode demorar, principalmente por conta do baixo fluxo de caixa da Usiminas, que reduz os recursos disponíveis para investimentos”, complementa.
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No âmbito dos investimentos, há também outro entrave. “O fluxo de caixa operacional da Usiminas está baixo e é insuficiente para cobrir as necessidades de investimentos no projeto de mineração”, destaca, relembrando, ainda, que a companhia já teve que renegociar covenants (contratos de dívida) recentemente – o que deve dificultar novas captações.
“Não esperamos emissão de ações nos próximos meses. Vemos este evento pouco provável devido à baixa cotação das ações da empresa. A Ternium já indicou que não pretende investir mais recursos na Usiminas no curto prazo”, projeta. Vale lembrar que a ítalo-argentina possui quase 30% do capital votante da companhia brasileira.