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SÃO PAULO – A Ágora decidiu cortar o preço-alvo das ações da Embraer (EMBR3), de R$ 16 para R$ 15, até dezembro de 2012. Apesar da redução, a corretora manteve a recomendação de compra para os papéis da fabricante de aeronaves. O potencial técnico de valorização, frente ao fechamento de 10 de outubro, é de 27,12%.
De acordo com Luiz Otávio Broad, que assina o relatório, apesar de a valorização do dólar frente ao real ser positiva para a companhia, que tem aproximadamente 95% de suas receitas em divisas norte-americanas, a previsão de queda na taxa cambial no longo prazo deve afetar os números apresentados nos próximos períodos. Em 2011, a moeda já subiu mais de 6%, no total.
Demanda por aviões
A corretora avalia que a economia global não dará sinais de recuperação tão logo, e acredita que, com isso, a demanda por aviões executivos e comerciais vai permanecer em patamares reduzidos. A carteira atual de pedidos da empresa, por exemplo, hoje encontra-se em R$ 15,8 bilhões, contra R$ 20,9 bilhões verificados em 2008.
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O efeito da crise financeira nas receitas da Embraer veio, principalmente, com a redução das encomendas feitas pelos Estados Unidos. Há três anos, a brasileira tinha 57% de seu faturamento alcançado por pedidos de norte-americanas, proporção que recuou para 13% neste ano.
Principal risco
Broad classifica como principal risco para as atividades da companhia a concorrência, que vem se acirrando. A russa Sukhoi iniciou operações recentemente com venda de jatos que competem as famílias E-190 e E-190, com capacidade entre 68 e 103 passageiros. Essas são as unidades de maior sucesso da Embraer.