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Ágora eleva recomendação de Cemig e destaca novos ganhos no 4º trimestre

Corretora também elevou o preço-alvo da companhia para R$ 31,96, e vê bons ganhos para o último trimestre de 2012

(Divulgação/Cemig)

SÃO PAULO – A Ágora revisou suas estimativas para as ações da Cemig e elevou sua recomendação de manter para compra, aumentando também o preço-alvo estimado para os papéis da companhia para R$ 31,96, o que representa um upside de 44,03% em relação ao fechamento de quarta-feira (26) em R$ 22,19. Nas novas projeções, a corretora considerou as renovações de concessões de transmissão feitas pela empresa além dos resultados do terceiro trimestre deste ano.

A Medida Provisória 591, divulgada pelo governo, autoriza o pagamento de indenização para concessões de transmissão, que não tiveram seus ativos depreciados, relacionados a investimentos feitos antes de 2000. Mesmo ainda não sendo divulgados os valores a serem pagos para a Cemig, a corretora projeta o valor ficando próximo de R$ 1 bilhão.

Além disso, o analista da Ágora, José Cataldo, aponta para o compromisso da companhia com os acionistas ao não renovar as concessões de suas usinas de geração de energia, já que as condições do governo não foram consideradas atrativas. O novo contrato também incluiria novos riscos, já que envolveriam reclamações ambientais e poderiam criar a necessidade de novos investimentos para a empresa.

Novos ganhos e proventos
Em relatório, Cataldo destaca a conclusão do Contrato CRC (Contrato de Cessão de Crédito) do saldo remanescente da conta de resultados a compensar, que deve afetar o resultado do quarto trimestre e deve gerar um ganho de R$ 2,2 bilhões para a Cemig.

Além disso, a corretora aponta para a venda do grupo TBE junto a Taesa, e que mesmo estando pendente de aprovações junto aos órgãos reguladores a ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), deve gerar mais um ganho de R$ 500 milhões.

Por fim, a Ágora ressalta o pagamento de R$ 3,3 bilhões em dividendos anunciados pela Cemig para serem pagos em 2013. O relatório afirma que, com a conclusão do CRC e da venda da TBE, a companhia deve apresentar um saldo adicional de R$ 4,9 bilhões em caixa, e destacam que o anúncio dos proventos representam R$ 3,86 por ação e rendimento de 15% sobre a cotação dos papéis.