Ágora eleva preço-alvo de Minerva, após resultado com melhora de margens

Corretora segue sugerindo a manutenção dos ativos BEEF3, atenta ao processo de desalavancagem do frigorífico

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SÃO PAULO – Com a melhora das margens observada no resultado do quarto trimestre de 2011 da Minerva (BEEF3), a Ágora revisou o preço-alvo para as ações da companhia, de R$ 6,10 para R$ 8,00 – o que configura um potencial de valorização de 25% em relação ao fechamento da última quarta-feira (7). A corretora sugere a manutenção dos papéis, por conta da alta alavancagem do frigorífico.

Segundo a equipe de análise da Ágora, a melhora das margens projetadas para a companhia se deve ao atual ciclo favorável de criação de gado no Brasil, o que vem levando a uma diminuição dos preços dos animais – com o aumento dos estoques e a redução dos abates. Associado a esse fator, esteve o corte de custos observado no resultado do último período.

Além disso, a demanda doméstica aquecida deve contribuir para o crescimento da receita, assim como o aumento do salário mínimo em 2012 e a baixa taxa de desemprego. Para os analistas, o cenário nacional positivo deve absorver o excesso criado pela queda das exportações, afetada pela alta do real e crise na Europa. 

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Adiantamento de pagamentos
Em meio a um cenário de escassez de crédito para os pequenos produtores de gado, a Minerva vem se aproveitando de uma posição confortável de caixa. Ao adiantar o pagamento dos fornecedores, a empresa ganha descontos entre 2% e 3% na compra de insumos. 

“Se por um lado esta estratégia permite a melhora das margens, por outro, ao aumentar a demanda por capital de giro, a companhia perde capacidade para reduzir seu elevado endividamento”, afirma a Ágora. A equipe de análise ressalta ainda que, apesar da maior parte da dívida se concentrar no longo prazo – entre 2019 e 2022 -, o serviço da dívida afeta significativamente o resultado. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.