Ágora corta recomendação de ações da Ultrapar para manter

Corretora atualiza premissas e prevê redução no ritmo de crescimento global, mas vê papel como opção defensiva

Publicidade

SÃO PAULO – A Ágora Corretora cortou na última segunda-feira (17) sua recomendação para as ações da Ultrapar (UGPA3) de comprar para manter, “em função do baixo potencial de valorização, na comparação com o Ibovespa” justifica o analista Luiz Otávio Broad.

A corretora também alterou o preço-alvo para as ações de R$ 32,60 para R$ 35,60, realizando a rolagem do horizonte de dezembro deste ano para dezembro de 2012. Com isso, os papéis passam a ter potencial teórico de valorização de 16,53%.

Apesar do corte de recomendação, Broad afirma que a empresa é uma as mais bem administradas do mercado, com posição de destaque no setor petroquímico, além de possuir um histórico favorável de aquisições.

Continua depois da publicidade

Redução do ritmo global
Porém, uma vez que os resultados de empresas do setor são fortemente influenciados pelo preço do petróleo, crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) global, taxa de câmbio e inflação, mudanças nestes fatores alteram a modelagem da companhia e eventualmente a recomendação para suas ações.

Dessa forma, o corte na recomendação justifica-se pela perspectiva de redução no ritmo da atividade econômica. “A redução do ritmo de crescimento da economia global nos próximos anos adiou a expectativa de um ciclo de alta no setor petroquímico”, justifica Broad.

Em linhas gerais, observa-se que o corte na recomendação está fundamentado mais em fatores sistêmicos e setoriais do que na própria Ultrapar.

Continua depois da publicidade

Opção defensiva
Neste sentido, a empresa conta com baixo risco financeiro, dado que sua relação Dívida líquida/Ebitda é de apenas 1,4x. “No atual cenário turbulento do mercado, consideramos a empresa como uma boa opção de investimento em função de suas características defensivas, como atuar em mercados maduros e estáveis e possuir uma boa situação financeira”, explica o analista.

“Até 2015 não teremos nenhum grande projeto petroquímico entrando em operação. Desta forma, os spreads deverão se expandir”, completa.