Ágora corta preço-alvo da TIM por novas medidas regulatórias

Recomendação de compra é mantida por conta do atrativo potencial de alta dos papéis

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SÃO PAULO – A Ágora Corretora atualizou o modelo de análise da TIM (TIMP3), realizando um ligeiro corte no preço-alvo das ações da companhia para dezembro de 2013, de R$ 12,00 para R$ 11,00.

“A redução em nosso preço-alvo reflete, basicamente, a implementação de novas medidas regulatórias, através do PGMC (Plano Geral de Metas a Competição), bem como a incorporação dos resultados do terceiro trimestre”, afirma o analista José Cataldo, em relatório.

O novo target corresponde a um potencial de alta de 42,30% sobre a cotação de fechamento de quarta-feira (21). Por conta deste “atrativo” upside – o maior dentre as empresas de telecomunicações – a corretora reiterou o call de “compra” para TIM.

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Bons dividendos no futuro
Apesar da recomendação, a corretora destaca que não vislumbra nenhum fator que poderá impulsionar a valorização das ações no curto prazo, mas vê certa dissipação de algumas questões que pressionavam o papel, como a acusação de interrupção proposital das ligações.

Para os próximos anos, no entanto, a expectativa é de que a TIM se torne uma atrativa distribuidora de dividendos, por conta do baixo nível de endividamento e crescente geração de caixa. “Para 2012 e 2013, estimamos payout (dividendos em relação ao lucro líquido) de aproximadamente 50%. Já de 2014 em diante, projetamos payout de 80%”, projeta Cataldo.

Impactos do PGMC
Com um modelo de negócio baseado na migração da telefonia fixa para a móvel e na expansão das receitas provenientes do tráfego de dados, a TIM sofre mais impactos negativos do que positivos, com o PGMC.

Dentre eles, Cataldo cita o novo calendário de redução das tarifas de interconexão móvel. “Tal agenda revelou cortes mais agressivos a serem realizados em 2014 e 2015, medida que tende a diminuir a taxa de crescimento das receitas e Ebitda (geração de caixa operacional)”, destaca o analista.

Mas o plano também pode ter efeito positivo para a companhia, uma vez que busca estimular a competição no segmento fixo, além do compartilhamento da rede. “Como consequência, a TIM deverá registrar uma retração de seus custos de utilização de tais redes”, explica Cataldo.

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