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SÃO PAULO – A MPX Energia (MPXE) comunicou na última terça-feira (15) que firmou um termo de compromisso com a Bertin Energia para a aquisição das sociedades das térmicas MC2 Joinville e MC2 João Neiva, com projetos no Espírito Santo, totalizando 660MW (MegaWatts) de capacidade instalada.
Para a Ativa, o negócio é potencialmente positivo para a MPX. Segundo o analista Ricardo Corrêa, entretanto, sem informações sobre os termos comerciais da aquisição, não é possível fazer uma análise definitiva em relação ao potencial de geração de valor do projeto para a companhia, especialmente considerando que a autorização da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) não será através de um processo usual.
“Apesar disto, podemos afirmar que viabilização da entrada em operação de 660 MW de térmicas utilizando o gás do Parnaíba tende a gerar valor para a MPX”, disse o analista ressaltando, contudo, que o potencial de geração de valor das futuras térmicas do complexo de Parnaíba será condicionado ao preço de aquisição do gás do poço que é controlado pela OGX e tem a Petra como sócia.
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Por sua vez, na opinião dos analistas do HSBC, a MPX minimizou os riscos relacionados à venda da nova capacidade de geração. Embora necessitem de mais detalhes para avaliar o acordo, os analistas acreditam que o acordo pode agregar valor especialmente porque dá a companhia acesso ao gás natural.
Neste momento, “nos sentimos confortáveis em assumir que a MPX Parnaíba deve agregar pelo menos o mesmo valor embutido em nossa avaliação atual”, sendo R$ 5,16 por ação, mais benefícios da integração com a produção de gás natural, avaliada em R$ 3,18 a ação.
Os analistas apontam ainda que, a empresa tem enfrentado problemas para conclusão dos projetos, devido a dificuldades financeiras. As usinas devem gerar receita anual combinada de R$ 393 milhões.