Ações do Pão de Açúcar invertem sinal e fecham com queda de 3,07%

Papéis chegaram a subir de 12,10% durante a manhã; volume financeiro de PCAR4 foi de R$ 1,669 bilhão durante a data

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SÃO PAULO – Após chegar a subir mais de 12,10% durante a manhã, as ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) perderam o fôlego durante a tarde desta quarta-feira (29) e terminaram com queda de 3,07%, sendo cotadas a R$ 71,00. Na véspera, os papéis da empresa já haviam tido valorização de 12,64%, impulsionadas pela proposta de fusão com o Carrefour Brasil.

Se a forte valorização não foi mantida, o volume financeiro continuou muito alto, fechando esta sessão em R$ 1,669 bilhão – praticamente um quarto do volume negociado pelas ações da BM&F Bovespa (R$ 6,699 bilhões). O montante também foi bem maior do que o registrado na véspera (R$ 431 milhões) e também do volume médio diário do ativo em junho (R$ 143 milhões).

Com esse número, a ação PCAR4 figurou como a mais movimentada na BM&F Bovespa nesta data, com larga vantagem sobre a segunda colocada Vale (VALE5), que movimentou R$ 408,4 milhões. O número de negócios realizados com o papel também foi muito acima do normal, somando 33.162 negócios concluídos, ante a média diária do mês de 4.290 negócios.

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Negociação polêmica
Apesar da reação positiva dos investidores, os sócios controladores da rede brasileira, Abílio Diniz e o grupo francês Casino, trocam farpas publicamente, em divergências sobre a operação. Os franceses possuem o direito de se tornarem o único controlador da empresa em 2012, e reagiram ao anúncio classificando a operação como ilegal.

Por outro lado, Diniz publicou uma carta no qual defende que “todas as manifestações do Casino através de seu controlados têm sido extremamente agressivas e distorcem completamente a realidade dos fatos”. Por fim, analistas chamam a atenção para as incertezas da operação, principalmente por conta das discussões entre os sócios.