Ações da Vale caem 4% após acidente com rompimento de barragem em MG

Segundo o BTG Pactual, algumas perguntas devem surgir sobre impactos em preços de minério e uma leitura preliminar é difícil de ser feita, mas as ações da mineradora podem sofrer impacto negativo hoje

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SÃO PAULO – A tragédia com rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco, joint venture da Vale (VALE3;VALE5) com a australiana BHP, no interior de Minas Gerais, traz impacto negativo para as ações da mineradora brasileira hoje. As ações VALE3 registram baixa de 4,37%, a R$ 16,21, e os papéis PNA caem 3,68%, a R$ 13,34, segundo cotação das 10h18 (horário de Brasília).

O Credit Suisse acredita que o acidente deve ter um impacto relevante na produção da BHP e que, provavelmente, a produção de pelotas deve ser paralisada, enquanto a dúvida fica se a mina poderá voltar a operar.

O analista do banco acredita que os reguladores serão bastante criteriosos para autorizar a mina a voltar a operar e lembram que Samarco representa cerca de 5% do fluxo de caixa descontado da BHP. “Ainda não parece claro qual os custos que a Vale e a BHP devem ter para remediar a situação. Mas vale destacar que a Samarco teoricamente iria gerar um Ebitda de US$ 584 milhões de um total de US$ 14,3 bilhões para BHP”, comenta. Ele acredita que o acidente pode gerar alguma distorção no prêmio de pelota, além de ser provável que o preço de minério fino também sofra algum impacto. 

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Segundo o BTG Pactual, algumas perguntas devem surgir sobre impactos em preços de minério e uma leitura preliminar é difícil de ser feita, mas as ações da mineradora devem ter impacto negativo. Vale destacar que a BHP registra queda de 4,78%, a US$ 30,90, em Londres. 

Os analistas do banco destacam que é difícil quantificar ainda impactos para a companhia e algumas perguntas devem surgir sobre os impactos em preços de minério. Isso representa 2% do mercado transoceânico de minério e cerca de 15% do mercado transoceânico de pelotas, e 6-7% do mercado total de pelotas.

Pelo menos duas pessoas morreram e mais de 30 pessoas ficaram feridas devido ao rompimento da barragem. Há ainda dezenas de desaparecidos no incidente. A empresa, produtora de pelotas de minério de ferro, é uma das maiores exportadoras do Brasil.

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Em comunicado pelo Facebook, a Samarco informou que colocou em ação, juntamente com Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e outras instituições competentes, todas as ações previstas no seu Plano de Ação Emergencial de Barragens – validado pelos órgãos competentes, em função do rompimento das barragens de Fundão e Santarém, localizadas no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG).

A mineradora afirmou que está mobilizando todos os esforços necessários para priorizar o atendimento e a integridade das pessoas que estavam trabalhando no local ou que residem próximas às Barragens, além das ações para conter os danos ambientais. As operações da Samarco na unidade de Germano estão paralisadas.

“Até o momento, não é possível confirmar número de vítimas e desaparecidos. Todas as pessoas resgatadas com ferimentos estão sendo encaminhadas para pronto atendimento no hospital do município de Mariana e demais municípios próximos e, os desabrigados, para um ginásio de Mariana onde equipes prestam auxílio a todos. Neste momento, não há confirmação das causas e a completa extensão do ocorrido. Investigações e estudos apontarão as reais causas do ocorrido”, afirmou.

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