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SÃO PAULO – Em um dia marcado pela forte aversão ao risco, com o Ibovespa fechando em queda de 3,52%, as ações da São Martinho (SMTO3) destoaram do clima adverso no mercado e registraram ganhos de 2,68% nesta quinta-feira (18), fechando a a R$ 22,60. Os papéis da empresa repercutem o anúncio, divulgado na véspera, de que ela e a Petrobras (PETR3, PETR4) vão investir R$ 520,7 milhões na Usina Boa Vista, por meio da joint venture formada entre as duas empresas, chamada Nova Fronteira.
No intraday, os papéis da São Martinho chegaram a registrar máxima de +3,09%, cotados a R$ 22,69 cada, bem como mínima de -0,59%, cotados a R$ 21,88 cada.
Com o desempenho positivo neste pregão, os ativos SMTO3 conseguiram manter seu desempenho em agosto no campo positivo (+1,47%). Entretanto, em 2011, as ações da empresa acumulam queda expressiva de 13,69%.
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Investimento
O objetivo dos gastos é expandir a capacidade de moagem da cana de açúcar para até 8 milhões de toneladas, já a partir da safra 2014/2015. Quando a ampliação estiver finalizada, 70% da produção na planta deverá vir de matéria-prima própria.
Para o analista da Planner, Henrique Ribas, o investimento de R$ 520,7 milhões anunciado na véspera entre a Petrobras e o Grupo São Martinho para ampliar capacidade de moagem de cana de açúcar na Usina Boa Vista é positivo para a São Martinho, que deve se tornar uma das principais empresas de etanol do Brasil.
O projeto é o primeiro de um ciclo de investimentos em usinas que deve ser impulsionado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e neste caso a usina, localizada em Goiás, será produtora exclusiva de etanol. A corretora acredita que a São Martinho tenha adotado uma estratégia acertada em focar no etanol, podendo apresentar um crescimento acima da média do setor.
“A parceria com um player estratégico no caso da Petrobras reduz também o custo de capacitação de recursos da empresa, que deve se beneficiar também o apoio do BNDES, visto a real intenção no momento do governo de estimular os investimentos em etanol no país”, aponta Ribas.