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SÃO PAULO – As ações da Indústrias Romi (ROMI3) recuaram 4,77% nesta quarta-feira (26), fechando cotados a R$ 6,19, contrariando o movimento positivo do Ibovespa, que apresentou alta de 1,52%. Essa desvalorização dos ativos da empresa repercutiu os números negativos de seu resultado trimestral, divulgados na noite anterior.
Na mínima do intraday, os papéis da companhia chegaram a ser negociados a R$ 6,05, o que apontava queda de 6,92%. O volume financeiro registrado no dia foi muito significativo, totalizando R$ 818,4 mil, praticamente sete vezes o volume médio diário de R$ 120 mil movimentado pelos ativos nas últimas 21 sessões.
Com isso, a desvalorização acumulada no ano pelos papéis da Romi já chega a 55,44%.
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Lucro despenca no 3T11
Segundo balanço, a Romi viu seu lucro líquido recuar 65,7% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2010, passando de R$ 25,30 milhões para R$ 8,66 milhões. Já o Ebitda (geração operacional de caixa) ficou em R$ 10,08 milhões entre julho e setembro, queda de 67,0% ante o 3T10. A receita operacional líquida, por sua vez, ficou em R$ 167,51 milhões, leve queda de 1,2% na mesma base comparativa.
“A economia global passou neste terceiro trimestre de 2011 por um período de forte turbulência, especialmente devido à situação atual da Europa e dos Estados Unidos. Como consequência, no Brasil, diante da perspectiva de retração da economia mundial e consequentemente da economia doméstica, o governo utilizou dos instrumentos de política monetária, iniciando um processo de redução da taxa de juros”, escreveu em relatório a companhia, ressaltando ainda que essa conjuntura gera incertezas no mercado de bens de capital.
Entrevista
Em entrevista exclusiva ao Portal InfoMoney, o diretor de Relações com Investidores, Cassiano Rosolen, disse estar otimisma sobre as perspectivas de crescimento de sua unidade de fundidos e usinados e acredita que o segmento deverá aumentar participação na receita total no próximo ano. A fatia da unidade no terceiro trimestre foi de 17,8%. Rosolen falou ainda sobre os efeitos da taxa de câmbio no resultado da empresa, afirmando que enxerga uma recuperação nas vendas da Romi com o dólar acima de R$ 1,75.
Banif e BofA Merrill Lynch lideram vendas
Aparecem entre os maiores vendedores das ações da Romi nesta sessão as corretoras do bancos Banif e Bank of America Merrill Lynch. O primeiro foi responsável pela venda de 36,5% de ROMI3 nessa primeira hora de negociações, enquanto o segundo intermediou a venda de 25,6% do total das ações vendidas.
Os dois também foram responsáveis pela maior oferta de venda feita pelos papéis nesse começo de dia, com o Merrill Lynch fechando a ponta vendedora de 1.700 papéis ROMI3 pelo valor de R$ 6,09. Logo atrás, aparece mais uma oferta do banco norte-americano e mais três negociações do Banif, todas elas movimentando 1.000 ativos da Romi.