Ações da Embraer sobem 1,87% após Goldman Sachs elevar target de ADRs

Analistas e investidores repercutiram números de entregas de jatos em 2010; preço-alvo dos papéis sobe para US$ 42

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SÃO PAULO – Após ter divulgado na sessão da véspera dados sobre entregas de jatos, as ações da Embraer (EMBR3) encerraram a sessão desta terça-feira (18) em alta de 1,87%, cotadas a R$ 13,60 cada.

Os papéis da companhia chegaram a atingir máxima de R$ 14,23 no intraday, o que corresponde a um avanço de 6,6% frente ao fechamento anterior. O Ibovespa, por sua vez, obteve aumento de 0,44% neste pregão, fechando o dia aos 70.919 pontos.

Os números apontaram que a empresa encerrou 2010 com 246 jatos entregues, sendo 92 jatos apenas no quarto trimestre do último ano, dos quais 30 para o mercado de aviação comercial, 61 para o de aviação executiva e um para o segmento de defesa.

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Goldman Sachs
O Goldman Sachs por sua vez indicou que os dados da Embraer ficaram acima de suas estimativas. Ademais, os números colocam a empresa em uma significativa posição outperform (desempenho acima da média do mercado) em termos de competição.

Animados com estes resultados, os analistas do banco elevaram o preço das ADRs (American Depositary Receipts) da Embraer, de US$ 39 para US$ 42, para o final de 2011. O valor implica um upside (potencial de valorização teórico) de 27,2% frente o fechamento da última sessão.

Vale lembrar ainda que na última sexta-feira (18) o banco inseriu os ADRs (American Depositary Receipts) da Embraer em sua lista de “compra com convicção” dado o bom posicionamento da empresa no setor de aviação.

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Otimismo contido
No entanto, os analistas do Citigroup, Stephen Trent e Angela Lieh, observaram que apesar do resultado ter sido positivo, não pode ser considerado extraordinário, principalmente se comparados com o fluxo de entregas das fabricantes EADS (Airbus), Boeing ou Bombardier.

Assim, Trent e Lieh observam que os papéis da empresa podem precificar um ciclo de recuperação normal. “Especialmente olhando para uma crescente competição de aeronaves comerciais, (…) nós adotamos um tom mais cauteloso”, ponderam.