Ações da Eletropaulo recuam 4,21% após queda de 61% do lucro

Papel chegou a se desvalorizar 5,75% no intraday, após a empresa revelar um lucro líquido de R$ 110 milhões

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SÃO PAULO – Após a Eletropaulo (ELPL4) revelar ao mercado seus números do primeiro trimestre deste ano, as ações da companhia tiveram queda de 4,21%, aos R$ 28,47, enquanto o Ibovespa caiu de 2,06%, terminando aos 60.820 pontos, mínima desde 17 de janeiro. Na mínima do intraday, o papel chegou a alcançar uma desvalorização de 5,75%, aos R$ 28,01.

A empresa revelou na noite de quinta-feira (3) uma queda de 60,9% no lucro líquido na comparação anual, aos R$ 110,2 milhões, abaixo das estimativas. 

Segundo projeções da Ágora, a companhia teria ganhos de R$ 161,7 milhões no período, o que já era considerado como fraco pelos analistas da corretora. Para justificar os números, eles previam uma pressão por conta do aumento das despesas financeiras e do menor consumo de energia pelas indústrias.

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Entretanto, após a divulgação dos números, analistas da XP Investimentos classificou os números como decepcionantes e reforçaram a visão negativa sobre as ações da companhia. Do mesmo modo, estes reforçaram a elevação nos custos da companhia, em especial os classificados como não administráveis, como a compra de energia elétrica, com contratos vinculados à inflação e ao dólar, e a tarifa de transmissão, reajustada em julho do ano passado.

Conforme informado pela Eletropaulo, as despesas operacionais avançaram 13,5% no período, para R$ 1,9 bilhão, com destaque para o custo com energia elétrica comprada para revenda, que avançou 11,9%, para R$ 1,2 bilhão.

Futuro pouco animador
Além desses valores vistos como decepcionantes, a projeção para os próximos meses também não é animadora. O terceiro ciclo de revisão tarifária será homologado pela Aneel em junho, e a companhia terá que retroagir o valor cobrado nas tarifas no período de um ano. Por conta disso, a expectativa da própria empresa é de um impacto de R$ 211,9 milhões por trimestre no Ebitda (geração operacional de caixa), sendo esta a visão mais otimista, lembram os analistas da XP.

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“Ressaltamos nossa visão não atrativa para a empresa acreditando que o cenário mudou substancialmente e que não veremos a empresa pagando dividendos pujantes no curto prazo”, concluem, devido a resultados mais fracos nos próximos trimestres, ausência de fatores não recorrentes que inflavam os números e pelo montante necessário para investimentos.