Ações da Copel caem forte com teleconferência e corte de recomendação

Levando em consideração os resultados fracos e a mensagem da teleconferência, Credit Suisse corta recomendação para neutra

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SÃO PAULO – As ações da Copel (CPLE6) estão na ponta negativa no pregão desta segunda-feira (27). Às 12h53 (horário de Brasília), os papéis recuavam 4,29%, cotados a R$ 38,57.

Na sexta-feira, a companhia fez uma teleconferência para falar sobre os resultados do segundo trimestre do ano e mostrou-se otimista. No entanto, o mercado não reagiu bem e levando em consideração os resultados trimestrais fracos e a mensagem da teleconferência, o Credit Suisse rebaixou a recomendação da companhia para neutra.

Segundo o analista Vinicius Canheu, a mensagem da teleconferência é que a Copel deve adotar uma estratégia mais agressiva para reforçar o crescimento da companhia em atingir as metas de expansão, visando resultados melhores e redução de custos. Mas os esforços para corte de custos deve vir mais tarde do que era previsto anteriormente.

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Isso “provavelmente vai aumentar ainda mais a diferença entre o que os investidores querem e o que a companhia quer entregar, potencialmente sustentando por mais tempo seu valuation descontado”, escreve em relatório. Por isso, e por custos recorrentes mais elevados no segundo trimestre do que previa, o analista do Credit Suisse cortou a recomendação, antes outperform (desempenho acima da média).

Dividendos e leilão
Durante a teleconferência, a companhia mostrou otimismo em relação ao processo de renovação das concessões de energia com vencimento previsto para 2015.

Em relação aos dividendos, o CFO (Chief Financial Officer) Ricardo Portugal informou que a proposta de pagamento da antecipação de dividendos semestrais será encaminhada ao conselho de administração até o fim de setembro e que ainda não é possível afirmar se será usado o cálculo sobre lucro modificado ou não e qual será o payout de pagamento.

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Para o analista do Credit Suisse, a companhia deve ter dois trimestres fracos pela frente, devido às perspectivas de dividendos desinteressantes e de baixos preços de geração com leilões de transmissão. Por isso, o Credit Suisse acredita que os investidores devem evitar a compra dos papéis da Copel.