Telecomunicações

Acionista minoritário da TIM cobra explicações sobre alguns contratos

JVCO, controlada pelo empresário Nelson Tanure, quer saber sobre contratos acertados pela operadora com três empresas de consultoria e fornecimento de modems e celulares entre 2009 e 2012

(Divulgação/ Alerj RJ)

SÃO PAULO – A JVCO, acionista minoritária da TIM Participações (TIMP3) controlada pelo empresário Nelson Tanure, divulgou nesta terça-feira pedido de explicações sobre contratos acertados pela operadora de telefonia com três empresas de consultoria e de fornecimento de modems e celulares entre 2009 e 2012.

Segundo o comunicado, a JVCO pediu à empresa de auditoria da TIM, a Pricewaterhousecoopers, “informações acerca dos processos licitatórios e dos contratos firmados pela operadora italiana com as empresas ValuePartners Management Consulting, Between S.p.A. e Onda Communication”.

O pedido envolve a gestão do ex-presidente da TIM, Luca Luciani, afastado da operadora em 2012 “devido às acusações de fraude feitas pelo Ministério Público de Milão”.

“As empresas, que prestaram serviços de consultoria e fornecimento de modems e telefones celulares entre 2009 e 2012, são de origem italiana e geridas por ex-executivos da Telecom Italia”, afirma a JVCO.

O pedido foi divulgado depois que, no final de dezembro, a acionista afirmou estar tomando providências para instaurar procedimento arbitral na Câmara Internacional de Comércio (ICC) contra a Telecom Italia e a TIM.

A JVCO era a antiga controladora indireta da operadora Intelig, comprada pela TIM em 2009. O pagamento foi feito com ações da TIM, na época o equivalente a cerca de 6 por cento do capital da companhia.

Representantes da TIM não estavam disponíveis de imediato para falar sobre o assunto.

“A JVCO, em virtude dos fatos e das circunstâncias que motivaram a demissão de Luca Luciani, defende a necessidade de verificação dessas contratações”, afirmou a empresa, acrescentando que enviou em 25 de janeiro carta ao conselho de administração da TIM Participações pedindo nova auditoria nos contratos.