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A Accenture anunciou que cortará cerca de 2,5% da sua força de trabalho, o equivalente a 19.000 postos. O anúncio veio nesta na quinta-feira (23) após a consultoria reduzir suas previsões anuais de receita e lucre. Este é o mais recente sinal de que a piora nas perspectivas econômicas globais está minando os gastos corporativos em serviços de tecnologia da informação.
Os cortes vão ‘custar caro’: a consultoria espera incorrer em US$ 1,2 bilhão em indenizações de funcionários e outros custos com pessoal, e gastará US$ 300 milhões extras na consolidação de escritórios.
Mais da metade das demissões afetará funcionários em funções corporativas “não faturáveis”, disse a empresa, elevando suas ações em mais de 4% antes do fechamento.
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A Accenture espera que o crescimento anual da receita fique entre 8% e 10% em comparação com a projeção anterior de 8% a 11% de aumento.
No mês passado, a rival Cognizant Technology Solutions apontou para um crescimento “silencioso” nas reservas, ou os acordos que as empresas de serviços de tecnologia da informação têm em andamento, em 2022, depois que a previsão de receita para o primeiro trimestre ficou abaixo das expectativas do mercado.
Os ajustes da Accenture são os maiores anunciados no setor de consultoria até agora. No mês passado, a McKinsey revelou planos para cortar 2.000 empregos, depois de ver um rápido crescimento no quadro de funcionários durante a última década, enquanto a KPMG anunciou que demitiu quase 700 profissionais de sua prática de consultoria nos Estados Unidos em meio à desaceleração da demanda. Outros, como a EY, estão reduzindo suas metas de contratação em milhares de pessoas.
(Com informações da Agência Reuters e Bloomberg)