Ação PN da Petrobras cai 1,49% e é destaque de queda do Ibovespa

Ação ordinária recuou 0,53%; papéis seguem pressionados pela definição dos preços envolvidos na oferta da estatal

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SÃO PAULO – Apesar de amenizarem as perdas relatadas durante a manhã, as ações da Petrobras (PETR3, PETR4) figuraram novamente entre os principais destaques negativos do Ibovespa no pregão desta quarta-feira (15), pressionadas por movimentações para a definição de preços mais vantajosos no processo de capitalização da empresa.

Segundo analistas da Prosper Corretora, “a magnitude dessas quedas teria sido associada às ordens elevadas de venda”, em meio à disputa para a formação de preços mais vantajosos aos investidores até o dia 23 de setembro, quando será definido o preço das ações na oferta – cujos parâmetros serão o procedimento de bookbuilding e o preço de mercado.

Diante disso, os papéis preferenciais da companhia fecharam com queda de 1,49%, liderando as perdas do índice, ficando cotadas a R$ 26,45. Já os ativos ordinários recuaram 0,53%, para R$ 29,98. Apesar do movimento negativo, o Ibovespa terminou o dia com alta de 0,6%, indo para 68.106 pontos.

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Papel chegou a cair 4% no intraday
Apesar de ter registrado a maior desvalorização do dia, o papel PETR4 chegou a recuar 4,1% durante o intraday, quando chegou a ser negociado na sua mínima do dia (R$ 25,75). Já a mínima do ativo PETR3 no pregão foi de R$ 29,05, variação negativa de 3,62%.

Vale mencionar ainda que os papéis PN da estatal registraram o maior volume financeiro da bolsa brasileira nesta quarta-feira, tendo movimentado R$ 1,076 bilhão, por meio de 33.153 negócios. Já as ações ON responderam por um giro de R$ 306,4 milhões – o 4º maior do dia – através de 13.167 negócios concluídos.

Divergência de opiniões
No tocante da oferta de ações da Petrobras, alguns analistas têm demonstrado certa divergência de opiniões acerca da real demanda dos investidores. A InfoMoney ouviu duas grandes corretoras de valores, e ambas falaram sobre alta procura. No mesmo sentido, uma matéria veiculada na Folha de São Paulo dá conta que a procura pela oferta mostra-se intensa, com os analistas consultados pelo jornal afirmando que “a reserva de ações da Petrobras tem forte procura entre investidores pessoas físicas”.

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No entanto, a análise diária da Prosper Corretora comenta que as quedas observadas nos papéis da estatal no último pregão justificam-se, em parte, pelos “rumores não confirmados, de que a demanda por ações da estatal estaria abaixo das expectativas.” A mesma opinião é retratada em reportagem do O Estado de São Paulo, que aponta para um fraco volume de pedidos após o primeiro dia de reservas. “A maioria dos telefonemas de investidores às corretoras foi para esclarecer dúvidas sobre processo de capitalização”, e não para efetuar solicitações de reservas, comenta a notícia.

Histórico volátil
Na última sessão, as ações preferenciais da companhia registraram forte queda de 5,12%, atingindo R$ 26,85, ao passo em que os ativos ordinários caíram 4,8%, cotados a R$ 30,14, revertendo os ganhos obtidos no pregão anterior, quando os papéis PN e ON avançaram 1,1% e 2,8%, respectivamente.

As ações preferenciais também se destacaram por terem alcançado o segundo maior volume financeiro da bolsa brasileira nesta sessão, movimentando um total de R$ 1,08 bilhão.