Ação ON da Usiminas sobe 9,55% e é mais uma vez destaque de alta do Ibovespa

Possível entrada da Gerdau no capital da empresa e ajuda na reconstrução do Japão influenciaram rali dos papéis

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SÃO PAULO – As ações ordinárias da Usiminas (USIM3) lideraram mais uma vez os ganhos no Ibovespa, fechando esta segunda-feira (14) com valorização de 9,55%, cotadas a R$ 31,55, estendendo os ganhos da última sexta-feira (11), quando elas subiram 6,27%, em meio aos rumores de uma possível entrada da Gerdau (GGBR4) no grupo de controle da empresa. Já as ações preferenciais classe A da siderúrgica mineira (USIM5) subiram 2,09%, para R$ 21,52.

Vale mencionar que os ativos USIM3 chegaram a registrar variação positiva de 10,21% no intraday, quando bateram sua máxima de R$ 31,74. Já os papéis PNA tiveram uma variação positiva mais modesta (+3,42%) quando atingiram sua máxima do intraday (R$ 21,80), mas eles se destacaram no volume financeiro movimentado, somando um montante de R$ 206,165 milhões – o quarto maior da bolsa brasileira neste pregão.

As ações da Gerdau não ficaram para trás e também fecharam o dia com valorização de 3,71%, cotadas a R$ 21,82. Já o volume financeiro delas nesta segunda-feira, de R$ 199,892 milhões, foi o quinto maior dentre os ativos listados na BM&F Bovespa. O Ibovespa, por sua vez, fechou o dia em alta de 0,73%, subindo para 67.169 pontos.

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Especulações
Ainda na sexta-feira, tais especulações levaram os papéis da Gerdau a registrarem desvalorização, enquanto os da Usiminas subiram. No entanto, de acordo com o analista Alexander Hacking, do Citigroup, a continuidade das tendências das duas ações está atrelada aos cenários que esse negócio poderia gerar, uma vez que os papéis ordinários da Usiminas fornecem um tag-along de 80% em caso de mudança de controle, ao passo que as ações preferenciais não possuem tais direitos.

Ajuda ao Japão
Para Julio Hegedus Netto, da Interbolsa, a Usiminas poderá ser beneficiada pelas catástrofes naturais que ocorreram no Japão, uma vez que atuará na reconstrução do país.

Segundo Max Bueno, da Spinelli Corretora, a Usiminas deverá ter uma performance mais favorável no curto prazo, uma vez que a paralização de três siderúrgicas no Japão podem aumentar a demanda pelo aço brasileiro, em uma operação facilitada por uma das controladoras da empresa, a Nippon Steel, que já possui forte penetração no mercado japonês.