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SÃO PAULO – A disparada do dólar no mês de maio, quando subiu mais de 7%, trouxe um alerta vermelho para a Petrobras (PETR3; PETR4). Embora possa melhorar a competitividade da combalida indústria brasileira, ela pode resultar em prejuízo considerável para a principal empresa do País.
Segundo os analistas Paula Kavarsky e Diego Mendes, do Itaú BBA, a desvalorização do real deve ferir o lucro da estatal, levando junto os dividendos das ações ordinárias. No caso das preferenciais, isso não deve ser sentido por serem protegidas pelo pagamento mínimo de dividendos, esclarecem.
Isso, de acordo com eles, pode estar pressionando os papéis ON, que atualmente são cotados com uma distância de 7% dos papéis PN.
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Essa história, entretanto, não é novidade. No quarto trimestre de 2012, a Petrobras precisou cortar os dividendos das ações ON para manter o caixa da empresa. Na ocasião, os papéis ON foram fortemente penalizados, caindo 21% em um mês. O patamar de R$ 18,09, cotação pré-anúncio de corte de dividendos, foi recuperado apenas no final de abril. Atualmente, os papéis são negociados a R$ 18,11.
A estatal encerrou 2012 com uma queda de 36% no lucro líquido, na comparação com 2011, para R$ 21,18 bilhões – o menor resultado anual da companhia desde 2004.
Por outro lado…
Os analistas ainda ponderaram que o fortalecimento do dólar em relação a outras moedas, especialmente o euro, normalmente provoca um enfraquecimento nos preços do petróleo, o que pode melhorar os resultados da Petrobras devido a carga de importações.
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Com isso, o mercado poderia argumentar que a Petrobras poderia fazer um outro reajuste de preços com a ampliação da paridade internacional. A visão dos analistas do Itaú BBA é que as preocupações com a inflação devem limitar o espaço para que isso ocorra.