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SÃO PAULO – Entre as piores ações de 2014, com quedas de pelo menos 50%, estão as ações de todas as siderúrgicas – Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3), Gerdau (GGBR4) e Gerdau Metalúrgica (GOAU4), tornado o setor o pior da Bolsa no momento. Porém, fora do índice, a ação ordinária de uma dessas companhias está ganhando destaque em dezembro, com uma valorização que já atinge 87,40% em apenas 11 pregões, é o papel ordinário da Usiminas (USIM3), que atinge assim seu maior valor desde janeiro.
A explicação para a disparada desses papéis está no imbróglio das duas partes do bloco de controle da companhia, que brigam na justiça após a destituição de três grandes executivos da companhia, incluindo o CEO (Chief Executive Officer) da Usiminas. Nas últimas semanas o Relatório Reservado afirmou que a CSN está em vias de comprar a participação acionária da argentina Ternium no bloco de controle da Usiminas, dividindo-o com a japonesa Nippon Steel – lembrando que este sempre foi o “sonho” de Benjamin Steinbruch, presidente da CSN.
Desde o mês passado, Nippon e Ternium brigam na justiça por conta da destituição do CEO e mais dois executivos da empresa, o que alimenta a expectativa do mercado de que uma das duas partes possa vender sua fatia no bloco de controle.
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Com isso, os papéis ordinários ganham maior visibilidade por causa do “tag along”. Quando uma das partes societárias da companhia quer vender sua posição, os minoritários da Usiminas poderão receber 80% do valor da oferta, percentual este definido pela própria empresa. Por esta razão, as ações ordinárias tem essa forte alta, enquanto as preferenciais avançaram apenas 2,88% em dezembro.
No noticiário mais recente da companhia, ontem a Nippon Steel pediu à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que investigasse atos do grupo Ternium envolvendo a disputa no Conselho de Administração da companhia. Em comunicado enviado à imprensa, a Nippon afirma que a “Ternium Techint não age em favor dos melhores interesses da Usiminas”.
Já nesta quarta-feira (17), os executivos afastados da Usiminas Julián Eguren, Marcelo Chara e Paolo Bassetti abriram um processo contra o presidente do Conselho de Administração da siderúrgica, Paulo Penido, buscando reparação de danos morais. Segundo comunicado do grupo latino-americano Ternium, responsável pela indicação dos executivos antes da demissão deles no fim de setembro, Penido agiu de maneira ilegal ao votar pelo afastamento dos três em uma conturbada votação desempatada por ele.
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Procurada, a Ternium não informou de imediato em que instância o processo foi aberto. Representantes da Nippon Steel, responsável pela indicação de Penido e com quem o executivo tem contrato de assessoria, não puderam comentar o assunto de imediato.
Com Reuters