Bancos

Ação do BB está com preço mais atrativo que bancos privados, aponta Barclays

Apesar de ver questões como baixo crescimento do PIB e intervenção governamental como já precificadas, Barclays reduz preço-alvo das ações BBAS3

SÃO PAULO – Apesar do ambiente desafiador em termos de intervenção governamental e de crescimento econômico, o Barclays avalia que as ações do Banco do Brasil (BBAS3) possuem um valuation atrativo, uma vez que os papéis já precificaram o cenário. Aliás, aponta a equipe de análise do banco, eles se mostram mais atrativos na comparação aos bancos privados. 

Os analistas Fabio Zagatti e Carlos Herrera ressaltam ainda que, apesar do guidance para 2013 ser ainda desconhecido, o BB tem uma trajetória sólida neste quesito. De acordo com os analistas, isso indica que os gestores do banco estão analisando de forma cuidadosa os riscos e as oportunidades entre os vários resultados possíveis em 2013, de modo a mostrar uma orientação realista no atual contexto de spreads (diferença entre o custo de captação do banco e o que é cobrado pelas instituições). 

Valuation atrativo, mas redução de preço-alvo
Entretanto, o Barclays revisou para baixo o preço-alvo para os ativos BBAS3, que passaram de R$ 44,00 para R$ 32,00 – o que configura um potencial de valorização de 39,74% em relação à cotação da última quarta-feira (12). As novas estimativas refletem as tendências de menores margens devido à interferência do governo iniciada em abril, que começaram a refletir nos resultados somente no terceiro trimestre. 

Além disso, a observação de Zagatti e Herrera é de que esses assuntos do governo deem maior complexidade ao cenário, ainda mais levando em conta as incertezas da política monetária e para a inflação nos próximos períodos. As probabilidades de continuidade de um crescimento lento no mercado de crédito e de piora da qualidade dos ativos dos bancos aumentaram, apontam os analistas.

Contudo, a avaliação de preços das ações já contempla um cenário bastante difícil, com as expectativas já assumindo uma criação de valor limitada para os papéis, levando assim a um risco negativo limitado. Desta forma, avaliam, os papéis BBAS3 surgem como mais atrativos do que os seus pares no setor privado, ressaltando também o bom pagamento de dividendos da companhia.