Ação da Usiminas é destaque de alta após Goldman Sachs recomendar compra

Papéis da siderúrgica viraram os "favoritos" do banco para o setor na América Latina; companhia divulgará seus resultados nesta segunda-feira

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SÃO PAULO – O Goldman Sachs elevou a recomendação das ações da Usiminas (USIM3, USIM5) nesta segunda-feira (30), passando de “venda” para “compra”. Além disso, a siderúrgica virou a “top pick” entre as empresas de toda a América Latina acompanhadas pelo banco. 

A notícia deu um gás para as ações da siderúrgica, que ainda divulgará seu balanço do segundo trimestre nesta segunda-feira após o fechamento do pregão. Os papéis preferenciais da Usiminas subiram 5,73%, cotados a R$ 7,01, enquanto os ativos ordinários tiveram valorização de 5,95%, cotados a R$ 8,01. Nas suas máximas do dia, USIM5 e USIM3 chegaram a subir 7,09% e 6,48%, respectivamente. Enquanto isso, o Ibovespa terminou a sessão com alta de 1,22%.

A mudança na avaliação do Goldman vem da expectativa de que a companhia apresente resultados melhores no balanço do segundo trimestre, que será divulgado nesta noite após o fechamento do mercado. “Com os preço do aço no mercado internacional atingindo patamares mínimos, enxergamos uma retomada da demanda doméstica e, com isso, resultados melhores para a Usiminas no segundo trimestre”, avalia o banco em relatório, assinado por Marcelo Aguiar e Diogo Miura.

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O banco destaca, ainda, que desde que os papéis da siderúrgica foram rebaixadas para “venda”, em 27 de abril, houve uma desvalorização de 71% e 60% no preço das ações ordinárias e preferenciais classe A, respectivamente. Nesse intervalo, o Ibovespa recuou 15%.

Nesse sentido, os analistas do Goldman ponderam que as expectativas do mercado para a empresa foram niveladas por baixo. “Acreditamos num upside de 28%”, complementam, o que levaria a cotação para R$ 8,50 no final do ano.

Resultados melhores
A desvalorização do real, somada à desvalorização das commodities e à queda nas importações, tem mudado as perspectivas para o segmento de aço no país. “Essa tendência será visível ao longo do segundo semestre de 2012, revertendo o sentimento negativo que paira sobre as ações da Usiminas”, dizem Aguiar e Miura.

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Além disso, eles acreditam que as receitas devem surpreender positivamente caso a nova gestão seja capaz de reduzir custos operacionais e elevar eficiência. Em janeiro deste ano, Julián Eguren assumiu o comando da Usiminas e, um mês depois, seis novos vice-presidentes assumiam áreas estratégicas.

Vale destacar que a Usiminas registrou prejuízo de R$ 36,8 milhões no primeiro trimestre do ano, contra lucro de R$ 77,5 milhões registrado no acumulado entre outubro e dezembro de 2011.