Ação da TIM chega a cair 6,2%, se recupera e fecha o dia em alta de 2,1%

Renúncia do presidente da TIM preocupou o mercado no começo do dia, mas ações conseguiram ganhar forças na parte da tarde

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SÃO PAULO – Após as ações da TIM Participações (TIMP3) liderarem as perdas nos primeiros instantes de negociação desta segunda-feira (7), os papéis da companhia reverteram essa trajetória na parte da tarde e fecharam o pregão com alta de 2,10%, cotadas a R$ 10,72. O desempenho contrariou o Ibovespa, que terminou o dia com queda de 0,66%.

por sua vez, sua reduziram o ritmo de perdas e se desvalorizam apenas 0,48%, aos R$ 10,45, segundo cotação das 12h52 (horário de Brasília), contra uma alta de 0,05% do Ibovespa. Mais cedo, o papel chegou a despencar 6,19%, aos R$ 9,85.

Os papéis da empresa sofreram forte volatilidade no decorrer do dia, com os investidores repercutindo a confirmação do desligamento de presidente da TIM, Luca Luciani. No começo do dia, os ativos TIMP3 chegaram a cair 6,19%, quando bateram sua mínima do dia (R$ 9,85). Contudo, na movimentação de alta, essas ações chegaram a valer R$ 10,81, indicando alta de 2,95%.

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Na última quinta-feira rumores já davam conta de que esse fato poderia acontecer. No entanto, analistas já indicavam que a notícia não chega a ser uma novidade. No dia em que começaram a circular tais rumores, os papéis da companhia se desvalorizaram em 5,83%, para R$ 10,65. No pregão seguinte o movimento negativo continuou e a queda foi de 1,41%, aos R$ 10,50.

A TIM informou ainda que seu conselho de administração se reunirá nos próximos dias para apreciar a indicação de Andrea Mangoni para o cargo de diretor presidente interino da companhia. Atualmente, Mangoni é CFO (Chief Financial Officer) do Grupo Telecom Italia, controlador da TIM.

Motivos da saída
Segundo escreveu na quinta-feira o colunista da Veja, Lauro Jardim, Luciani seria demitido por conta de fraudes que são investigadas pela promotoria de Milão, ocasionadas pela falsificação de dois milhões de chips para telefones pré-pagos entre 2005 e 2007 na Italia. Luciani também é investigado por operações feitas no Brasil. O texto de Jardim também já sinalizava que a Telecom Italia pretendia transferir Mangoni para presidir a empresa no Brasil.

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Apesar das acusações, uma boa gestão
“Luciani foi a peça fundamental no turnaround operacional que a TIM apresentou nos últimos anos. O executivo, que ingressou na companhia no início de 2009, focou seus esforços em uma forte política de marketing, deixando de lado a telefonia fixa e elevando a penetração em mercados como telecom e internet móvel”, ressalta a equipe da XP, ao avaliar a notícia como potencialmente negativa.

O relatório também relembra que, sob o comando de Luciani, a TIM retomou a vice-liderança em market-share no setor ao ser a empresa que mais adicionou linhas móveis entre 2009 e março de 2011, resultando em bons resultados operacionais. “Sendo assim, entendemos que a mudança no comando da TIM deverá gerar insegurança nos investidores e consequentemente instabilidade em seus papéis.”