Ação da Sabesp tem pior pregão 7 meses após adiamento no repasse de tarifas

Analista explica que os valores serão considerados na revisão tarifária e que seriam feitos de forma ''quase automática'', o que acabou não acontecendo

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SÃO PAULO – Com o pedido do governo do estado de São Paulo, controlador da Sabesp (SBSP3), para postergar a autorização para repasse na fatura dos serviços de valores referentes aos encargos municipais, as ações da companhia de saneamento básico registram sua maior queda desde setembro do ano passado nesta segunda-feira (22).

Às 11h14 (horário de Brasília), os papéis da companhia paulista de saneamento recuavam 5,49%, a R$ 87,60, liderando com folga a ponta negativa do Ibovespa. Na mínima do dia, os ativos SBSP3 chegaram a valer R$ 86,92, o que indicava queda de 6,23%. Apesar desta queda, no acumulado dos últimos 365 pregões, as ações da companhia registram alta de 26% e, no ano, valorização de 3,6%

Na última sexta-feira (19), a companhia foi informada pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) de sua deliberação, que posterga a autorização para repasse na fatura dos royalties que, por força de contratos, devam ser considerados na revisão tarifária.

O analista da Omar Camargo, Felipe Rocha, explica que o valor repassado dos royalties pela Sabesp ao governo seriam considerados na revisão, o que levaria a um aumento das tarifas ao consumidor. Entretanto, de modo a estudar a mitigação dos efeitos deste repasse ao consumidor, o governo estadual pediu um tempo maior para avaliar os efeitos dos repasses para a conta do consumidor.

Rocha ressalta que os investidores veem este movimento como negativo uma vez que estes repasses são quase automáticos. Entretanto, avalia, não há nada oficial sobre se os repasses serão feitos de forma integral ou parcial.

No mesmo comunicado, a Sabesp informou a deliberação pelo Conselho de Administração pela aplicação do índice de reposicionamento tarifário, de 2,3509% às tarifas atuais. 

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.