Ação da Petrobras cai 3% com dívida bilionária e ameaça ao rating brasileiro

Papéis da companhia seguem em queda e puxam o Ibovespa para baixo nesta tarde
Visão aérea da plataforma P-52 da Petrobras na Bacia de Campos. 28 de novembro de 2007. REUTERS/Bruno Domingos
Visão aérea da plataforma P-52 da Petrobras na Bacia de Campos. 28 de novembro de 2007. REUTERS/Bruno Domingos

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SÃO PAULO – As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) figuram entre as principais quedas do dia neste pregão, puxando o Ibovespa para baixo. As ações ordinárias da estatal caíram 3,12%, aos R$ 15,20, enquanto os papéis preferenciais da companhia apresentam desvalorização de 2,77%, aos R$ 16,16. 

Nessa sessão a empresa levantou R$ 11 bilhões no exterior, noticiou a Agência Estado, citando fontes ligadas à estatal. Essa foi a primeira captação da companhia – a mais endividada do mundo – no exterior em 2014.

Foram quatro tranches: de quatro, sete, onze e vinte anos – sendo as três primeiras em euro e a última em libra esterlina. A primeira, em € 1,5 bilhão, teve juro de cerca de 2,75% ao ano, enquanto a segunda foi de € 750 milhões com juro de cerca de 3,75% a.a, ao passo que a terceira foi de € 800 milhões e juro de 4,75% a.a.

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O último, de £ 600 milhões, tem juros de cerca de 6,62% a.a. A empresa acredita que captar em euro e libra foi até melhor que acessar o mercado em dólar. A emissão foi coordenada por BB Securities, BNP Paribas, Bradesco BBI, Credit Agricole, Mizuho, HSBC e JPMorgan.

Rating brasileiro também incomoda
Outro ponto que ajuda a derrubar Após a agência de classificação de risco Moody’s manter o rating para a nota de risco brasileira, mas alertar que pode cortar perspectiva se desempenho econômico no 1º semestre frustrar, desta vez a Standard & Poor’s ameaçou a nota brasileira.

Segundo o diretor responsável por ratings soberanos da S&P, Joydeep Mukherji, o País pode ter rating rebaixado em 2014, mesmo antes das eleições; porém, destacou que, caso haja um rebaixamento, seria de um nível e “não representaria um colapso para o País”.

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E avaliou que não há uma reunião programada dos analistas da agência para discutir a nota do Brasil. Além disso, Mukherji afirmou que não há um fator principal para desencadear o rebaixamento do rating, mas ressaltou que o Brasil tem tido uma deterioração do seu perfil econômico. O rating da Petrobras é ligado ao do Brasil pelo fato de ser uma empresa estatal.