Análise técnica

Ação da Petrobras busca R$ 28,50, mas analista diz que passou a hora de entrar no papel

Raphael Figueiredo, da Eleven, entende que o investidor deve ficar de fora até os ativos voltarem aos suportes mais próximos

Petrobras
(Shutterstock)

SÃO PAULO – As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) disparam nesta segunda-feira (16) puxadas pela alta do petróleo, e segundo Raphael Figueiredo, analista da Eleven Financial Research, o papel preferencial PETR4 deve buscar as resistências de R$ 28,30 e R$ 28,50. No entanto, o momento para entrar na ação não é esse. 

Para Figueiredo, quem já tem os papéis pode esperar que eles atinjam esses objetivos ou vender agora para embolsar lucros. Uma boa hora para voltar a comprar seria quando as ações corrigissem essa alta e voltassem aos níveis de R$ 27,20 e R$ 26,50, os dois suportes mais próximos. 

“Os papéis só vão passar dos R$ 29,00 com algum gatilho extra. Acho que para um dia só de negociação o objetivo já foi cumprido para quem estava comprado”, avalia. 

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Entretanto, Figueiredo também não acredita que seja a hora de abrir uma venda a descoberto nas ações. “A ação da Petrobras é um termômetro das perspectivas para Brasil e estamos otimistas com o País”, entende. 

Nesse momento, o melhor a se fazer, na opinião do analista, é ficar de fora do papel e observar de longe. “Voltaria a dar compra em R$ 26,00 e R$ 25,90. Se romper as resistências dos R$ 28,30 e R$ 28,50, os próximos alvos serão os R$ 29,30 e os R$ 30,00. Ainda tem muito espaço para PETR4 subir”, acrescenta. 

petr4_grafico

Análise técnica

Chamada de análise gráfica por alguns, ela parte do pressuposto de que tudo o que pode ser medido acerca do desempenho futuro de uma ação já está precificado.

Desse modo, os movimentos diários do papel teriam um componente muito maior de percepção psicológica dos investidores sobre se está caro ou barato, subiu demais ou caiu demais, do que de fundamentos. 

As operações em análise técnica, então, são guiadas a partir de um estudo do gráfico do preço da ação, verificando quais patamares de preço geralmente atraem vendas (resistências) e quais outros atraem compras (suportes). 

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Outras ferramentas da análise técnica incluem o Índice de Força Relativa (IFR), que cruza dados de preço de fechamento com volume negociado de ações, projeção de Fibinacci e análise de médias móveis. 

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