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SÃO PAULO – As ações da OSX Brasil (OSXB3), empresas de estaleiro do grupo EBX, de Eike Batista, registram forte alta na sessão desta segunda-feira (16). Os papéis registraram ganhos de 13,73%, a R$ 0,58, após terem chegado a subir 21,57% mais cedo, a R$ 0,62, atingindo o maior patamar desde 5 de março, quando fechou cotada a R$ 0,63. Esta é a maior variação diária desde 6 de janeiro, quando o papel subiu 43,10%.
O giro financeiro também chamou a atenção: o volume negociado dos papéis – de R$ 4,0 milhões – é mais de quatro vezes maior da média dos últimos 21 dias, de R$ 831 mil. Foram feitos 1.740 negócios, mais de dez vezes a média de 150 negócios realizados nos últimos dias.
De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, Eike Batista estaria tentando acordo com o fundo soberano de Abu Dhabi, o Mubadala, a quem deve cerca de US$ 2 bilhões, e com credores do estaleiro da OSX.
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De acordo com o Estadão, as tratativas com credores da empresa de estaleiros estão no centro das atenções do empresário, destacando que há um impasse nas negociações com a Prumo (PRML3) – antiga LLX Logística -, dona do Porto de Açu em São João da Barra (RJ). O plano de recuperação judicial ainda não é definitivo e, entre outras coisas, o grupo procura um financiamento de R$ 100 milhões para viabilizar a operação durante o processo.
Uma das principais financiadoras do estaleiro, a Caixa Econômica Federal, quer que a Prumo assuma a gestão do negócio. Além do crédito de R$ 450 milhões incluído na recuperação judicial, o banco concedeu mais R$ 700 milhões para a unidade de construção naval e teme que a OSX não consiga levar o projeto adiante. A instituição tenta incluir o valor na recuperação judicial, elevando seu crédito a R$ 1,2 bilhão e a dívida da OSX em juízo a R$ 6,4 bilhões.
A ideia era uma associação entre Prumo e OSX para gerenciar o aluguel das áreas do estaleiro no Açu, mas, segundo fontes, as discussões podem avançar para um empréstimo da antiga LLX à companhia de construção naval, da qual passaria a ser sócia. A presença da Prumo, controlada pelo fundo EIG, recuperaria a credibilidade do projeto na visão dos credores. Até aqui, porém, não se chegou a um denominador comum. A Prumo estaria insatisfeita com a remuneração proposta e as negociações devem se arrastar por dois a quatro meses. Procurada, a EBX não se pronunciou sobre a atual situação do grupo.
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Vale ressaltar que, na última sexta-feira, o TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) homologou a aprovação do plano de recuperação judicial da Óleo e Gás Participações, ex-OGX (OGXP3), sua “empresa-irmã”. A ex-OGX deve cerca de US$ 5 bilhões para grupos que incluem o fundo Pacific Investment Management, a companhia de serviços petrolíferos Schlumberger e também para a OSX.
(Com Agência Estado)