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SÃO PAULO – Até o pregão anterior, a Lupatech (LUPA3) apresentava uma impressionante valorização de 411,26% nos primeiros pregões de outubro, diante da expectativa de que a empresa fará uma reestruturação em seu capital por meio da entrada de novos sócios. Contudo, após uma longa alta, os investidores resolveram realizar uma parte destes ganhos, logo após a companhia prestar esclarecimentos ao mercado informando via comunicado que não tem conhecimento dos motivos para a disparada de seus papéis nos últimos dias.
Com isso, o ativo LUPA3 teve um dia de queda livre na Bovespa. Diante das fortes oscilações, os papéis da Lupatech foram paralisados por 7 vezes, voltando para leilão sempre que voltavam a ser negociados – a última paralisação ocorreu por volta das 15h40, com as ações voltando ao mercado apenas no leilão de fechamento da Bovespa, às 17h. Passado tudo isso, o papel fechou esta quinta-feira (10) com queda de 42,54%, cotado a R$ 1,04.
Com isso, a alta mensal de LUPA3 agora é de 147,62%. No acumulado do ano, o ativo ainda reporta desvalorização de 36,97%. Mesmo diante de tantas paralisações no pregão regular, as ações da Lupatech movimentaram R$ 22,8 milhões no dia, praticamente o triplo do volume médio diário dos últimos 21 pregões.
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Reestruturação
A companhia reafirma que os trabalhos envolvendo a busca por opções para o equacionamento da sua estrutura de capital e endividamento seguem em andamento, sem conclusão até a presente data. Com relação às informações veiculadas no Infomoney em 3 de outubro, que tomou por base notícia veiculada no Relatório Reservado em 2 de outubro, a Lupatech reforça que desconhece a existência de negociações que ratifiquem o teor de tais notícias.
Vale ressaltar que, em conversa com o InfoMoney na véspera, o departamento de Relações com Investidores da empresa disse que ainda não existe decisão ou proposta final até o momento sobre a reestruturação. Entretanto, alternativas para o processo de reestruturação continuam sendo avaliadas.
A área de RI não confirmou o teor da notícia veiculada no Relatório Reservado. A publicação indica que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) estaria à frente de uma operação que seria vista pelo próprio banco como “bala de prata”, o último tiro capaz de equacionar os graves problemas financeiros da empresa.
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O banco de fomento costuraria o aporte de capital que seria liderado pelo Vinci Partners e pela GP Investimentos, que já é acionista da empresa. A Petros, outro acionista da Lupatech, também poderia colocar dinheiro, mas o BNDES, que tem 30% de participação acionária, ficaria de fora da injeção de recursos.
De acordo com o RI, não há nada definido sobre o processo. “A companhia não tem nenhum dado novo a ser apresentado ainda. Isso está sendo tratado com o conselho, diretoria e o Merryll Lynch”. No início do ano, a Lupatech contratou o banco para reestruturar as dívidas – a expectativa do mercado é que esse processo esteja próximo de terminar. “Prezando pela transparência e tempestividade na divulgação, a companhia se compromete a informar ao mercado oportunamente sobre fatos concretos a respeito do processo, caso ocorram”, destacou em comunicado.