Ação da JBS fica entre as maiores quedas do Ibovespa pelo 4º pregão seguido

Com queda de 3,50% nesta segunda-feira, ação JBSS3 acumula perdas de 13,86% nos últimos quatro pregões

Por  Maria Cecília Ferraz Fontes

SÃO PAULO – Completando seu quarto pregão consecutivo entre as maiores quedas do Ibovespa, as ações da JBS (JBSS3) fecharam esta segunda-feira (23) com a terceira pior performance do índice, registrando desvalorização de 3,50%, fechando a R$ 4,97. Com isso, o papel do frigorífico acumula perdas de 13,86% nos pregões que ocorreram entre os dias 18 e 23 de maio.

O momentum negativo teve início na última quarta-feira (18), quando a companhia anunciou que realizaria um aumento de capital. No pregão em questão, os papéis JBSS3 desabaram 5,03%. Com isso, eles fecharam a última semana com desvalorização de 8,9%, a segunda maior dentre os ativos que fazem parte da composição do índice paulista.

No acumulado do ano, a desvalorização acumulada pelas ações da empresa chega a 30,68%, a segunda pior do Ibovespa, ficando atrás apenas da Brasil Ecodiesel (ECOD3, -35,0%)

Oferta de títulos de dívida
Já nesta segunda-feira, a empresa informou que captou US$ 650 milhões com a oferta de títulos de dívida. O valor corresponde a um cupom de 7,25% com vencimento em 10 anos. A operação é resultado do processo de balanceamento da dívida anunciado recentemente.

De acordo com comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Companhia optou por não emitir a segunda tranche que estava prevista devido às condições de preço e mercado. “A Companhia continua trabalhando na finalização de um Term Loan e de um ABL (Asset Based Loan), os quais se espera concluir nas próximas semanas, totalizando US$ 1,2 bilhão adicional”, diz nota.

Economia à vista
O comunicado aponta ainda que a JBS visualiza grandes benefícios no processo de rebalanceamento de sua dívida, incluindo uma economia em torno de US$ 150 milhões anuais provenientes da redução do custo da dívida, uma vez que os novos títulos emitidos apresentam taxas inferiores às taxas médias atuais da dívida, e uma estrutura tributária mais eficiente e balanceada.

“A diretoria estima que a nova alíquota efetiva retome os patamares normais quando o processo de balanceamento da dívida for concluído. Além disso, o rebalanceamento da dívida permitirá a Companhia reduzir o descasamento de moedas e a consequente necessidade de operações de hedge”, conclui nota informando ainda que com a conversão das debêntures em ações da JBS, propiciará um maior retorno aos acionistas tendo em vista os fatores citados.

Fora da CVM e da SEC
Segundo o diretor de relações com investidores, Jeremiah O´Collaghan, que assina o comunicado, os títulos não foram e não serão registrados na CVM, nem na SEC, a comissão de valores dos Estados Unidos, ou qualquer agência ou órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos da América ou no Brasil.

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