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SÃO PAULO – Em um cenário de reviravolta para a HRT (HRTP3), que enfrenta um período bastante complicado e de conflitos entre os administradores da companhia, as ações da petroleira disparam na BM&FBovespa – e voltaram a fechar acima dos R$ 1,00 pela 1ª vez desde o dia 10 de outubro.
Os ativos da petrolífera registraram a sua quarta sessão de ganhos acumulando, no período, ganhos de cerca de 20%. As ações tiveram ganhos de 8,70%, a R$ 1,00, mas chegaram a bater os R$ 1,02, quando a alta era de 10,87%. Muito comparada com a OGX, a HRT vai mostrando recuperação e deixando os fracassos para trás – embora, operacionalmente, nada tenha mudado.
De acordo com coluna da Veja, publicada por Lauro Jardim, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) notificou na véspera a petroleira, afirmando que é ilegal a decisão do Conselho de Administração, de 20 de dezembro, de tornar sem efeito a eleição para o conselho fiscal de Edmundo Falcão e Marcello Pacheco.
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Conflitos
A petroleira HRT enfrenta um momento bastante conturbado, vivendo uma disputa entre os seus administradores pelo comando da companhia e, para assim, definir o futuro da HRT. No final de 2013, Mello havia se aliado a outros três conselheiros, convocando uma reunião que resultou na renúncia de seis conselheiros.
Conforme apontou matéria do jornal Valor Econômico da última sexta-feira, o principal objetivo do bloco aliado a Mello era adiar a assembleia de acionistas que estava agendada para o próximo dia 15, que teria como objetivo eleger um novo conselho para a empresa, com sete integrantes ao invés de 11, o que tenderia a diminuir a influência de Mello no comando.
Em esclarecimento ao mercado, a HRT ressaltou que “tem sido alvo de um volume elevado de especulações e de vazamentos para a imprensa de informações confidenciais relacionadas com esses eventos, os quais a Companhia repudia e está buscando os caminhos adequados para investigar e denunciar”.
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Neste cenário, a notificação da CVM é vista como uma derrota bastante pesada para o fundador Márcio Mello, que estaria aliado a Nelson Tanure para retomar o controle da HRT, de acordo com Jardim.
Ex-integrante do Conselho abre processo contra a HRT
Vale ressaltar que, no final de dezembro, um dos membros do conselho de administração da HRT que renunciaram, Charles Laganá Putz, abriu processo contra a companhia na CVM. De acordo com os dados do processo, Putz reclama de falhas no “dever fiduciário de administradores da companhia aberta”. Ou seja, em realizar a defesa dos interesses da companhia e de seus acionistas. Consta que o processo foi aberto na CVM na última segunda-feira (23), no primeiro dia útil após a reunião em que seis dos onze conselheiros renunciaram aos seus cargos. No mesmo dia 23, o investidor Marcelo Luiz Aguiar também abriu processo contra a HRT.
Além de Putz, Thomas W. Ebbern, Peter L. O’Brien, Joseph P. Ash, François Moreau e Oscar Prieto renunciaram ao cargo no conselho de administração. Após as baixas, a diretoria da companhia se reuniu com seus consultores jurídicos para deliberar sobre os próximos passos a serem adotados, divulgando na véspera que convocará uma assembleia geral o mais rápido possível para a eleição do novo conselho, mas destacando que a existência de cargos vagos não teria a condição de invalidar a legitimidade da manutenção, nos cargos, dos membros remanescentes, ficando o órgão, por si só, preservado e em funcionamento com quatro membros.
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A batalha entre membros do conselho de administração envolve acusações mútuas de ilegalidades e omissões, havendo quatro processos em aberto na autarquia. As divergências também envolvem o destino da companhia, remuneração e bônus distribuídos pelo ex-presidente Márcio Mello.