Ação da Forjas Taurus pode traçar caminho de alta, avalia Safra

Analista destaca que há diferentes catalisadores de crescimento nas ramificações de cada segmento da companhia, mas com fundamentos interessantes em todos eles
Magnum Rounds
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SÃO PAULO – O analista do Safra, Lucas Marquiori, se reuniu com a equipe de relações com investidores da Forjas Taurus (FJTA3, FJTA4) e discutiu com a companhia os principais segmentos de seu negócio. Dentre eles, a posição de quase monopólio no mercado doméstico de armas, a crescente exposição no mercado norte-americano e a posição de liderança em capacetes no Brasil. 

“Reconhecemos diferentes catalisadores de crescimento para cada setor, porém vemos fundamentos interessantes em todos eles”, aponta Marquiori. Assim, de acordo com ele, após uma recente queda devido ao block trade – oferta pública de ações -, já concluída, as ações da companhia podem agora traçar um caminho de alta.

Alternativas de crescimento
Em relação ao crescimento na América do Norte, Marquiori destaca que o mercado local vem se tornando uma fonte importante de crescimento, representando cerca de 51% do resultado da companhia. Entre os atuais catalisadores para o aumento da demanda nos EUA, estão o aumento do sentimento de insegurança com os recentes ataques civis – como na Maratona de Boston – e a recente proposta do presidente Barack Obama para restringir o armamento, gerando uma pré-compra no mercado.

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Já o mercado doméstico de armamentos confere à companhia sua margem mais alta, devido a seus ganhos de escala e a sua predominância quase total no mercado brasileiro, com mais de 90% de participação e representando 15% da receita da Forjas Taurus em 2012 e reúne tanto a força policial pública e as empresas privadas de segurança.

Além disso, o investimento de cerca de R$ 1 bilhão anunciados pelo governo para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nos próximos quatro anos para aumentar o aparelhamento do Exército e Sistema de Segurança pode funcionar como um catalisador importante, avalia Marquiori. 

Por fim, a unidade de capacetes apresenta uma interessante diversificação do segmento, que representa cerca de 17% da receita da companhia. “O setor, contudo, é altamente dependente da disponibilização de crédito, que tem ficado estável com a deterioração do nível de inadimplência e com taxas de financiamento mais altas”, avalia o analista.

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Assim, para 2013, a expectativa é de um portfólio melhor como crucial para expansão de margens. Para o ano, a meta da companhia é aumentar suas margens, que devem aumentar a partir do segundo semestre, pois o mercado doméstico deve criar um melhor ritmo de vendas com a sazonalidade já conhecida advinda dos pedidos dos agentes públicos, destaca Marquiori, o que deve guiar as ações.  

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.