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SÃO PAULO – As ações da Eneva (ENEV3), antiga MPX, engataram uma disparada de quase 30% na Bovespa nos últimos dois pregões com rumores que circulam no mercado que a empresa deverá realizar um aumento de capital para aliviar sua frágil posição de caixa.
De acordo com fontes que pediram para não serem identificadas, o grupo alemão E.ON, principal acionista da empresa com 37,90% dos papéis, estaria disposto a injetar mais dinheiro na Eneva em troca de novas ações. Outros atuais acionistas estão sendo chamados a participar da operação. Já Eike Batista, o segundo maior acionista, deve ficar de fora porque não possui dinheiro e terá sua participação diluída.
Procurada, a assessoria de imprensa da Eneva informou que não se posicionará sobre o assunto. Porém, vale destacar que, no último dia 20 de março, a companhia destacou em comunicado ao mercado que analisava alternativas para o fortalecimento de sua estrutura de capital, incluindo potencialmente a venda de ativos e/ou um aumento de capital.
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As ações da Eneva fecharam alta quarta-feira (7) com alta de 17,32%, para R$ 1,49. Mais cedo, os papéis chegaram a valer R$ 1,55, o que representava alta de 22,83%. Vale mencionar que no pregão anterior os papéis já haviam subido 8,55% – de ontem pra hoje, o ganho acumulado chega a 27,3%. Mesmo com essa disparada, eles ainda somam perdas de 50,3% em 2014.
Destaque ainda para o volume financeiro movimentado nesta sessão, que chegou a R$ 23,0 milhões, mais que 4 vezes a média diária dos últimos 21 pregões.
A Eneva tem registrado enormes prejuízos nos últimos trimestres porque atrasou o início das operações de algumas usinas térmicas. Esses adiamentos a obrigaram a comprar energia no mercado livre – onde os preços estão nas alturas – para honrar contratos assinados no passado de fornecimento de energia a clientes por preços bem mais baixos.
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O prejuízo com essas operações levou a tamanha queima de caixa que o site americano REDD, especializado em reestruturação de dívida, publicou, há dois dias, que a Eneva já luta contra a recuperação judicial. A injeção de recursos capitaneada pela E.ON evitaria que a empresa fosse obrigada a pedir proteção contra eventuais pedidos de falência apresentados por credores.