Cielo (CIEL3, R$ 31,41, -5,97%)
A Cielo vê suas ações caírem forte, chegando à queda máxima de 8,40%, após a companhia registrar lucro de líquido de R$ 852,7 milhões no quarto trimestre de 2015, alta de 6,2% na comparação anual, segundo informou a empresa ao mercado. O resultado ficou bem abaixo das estimativas, que giravam em R$ 977,4 milhões, segundo média das projeções da Bloomberg.
Em termos ajustados, o lucro líquido foi de R$ 920,2 milhões, aumento ano a ano de 14,6%. Na mesma base de comparação, a margem de lucro (Lucro Líquido/Receita Líquida) desabou 9,8 pontos percentuais, para 27,9%.
Segundo o Bradesco BBI, a principal surpresa negativa veio das receitas no Brasil; “além disso fomos surpreendidos pelo custo/transação de R$ 0,54 no trimestre, superior na comparação trimestral”, destacam os analistas.
Já o JPMorgan Securities cortou o preço-alvo para as ações da Cielo de R$ 46 para R$ 40, mantendo recomendação overweight (exposição acima da média), destacando as condições econômicas deterioradas do cenário atual. O BTG Pactual destacou ainda que, dada as “grandes esperanças habituais” para a empresa devido ao seu “fantástico modelo de negócios”, os números decepcionaram.
A teleconferência da Cielo também não trouxe boas notícias. Segundo a empresa a “maior frustação foi em relação à Cateno, joint venture com Banco do Brasil”. Isso porque os “volumes não cresceram tanto quanto o esperado e a Cateno não conseguiu diluir alguns custos, que impactaram na margem da companhia”.