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SÃO PAULO – As ações da CCX Carvão (CCXC3) dispararam 16,50% na tarde desde segunda-feira (20), atingindo os R$ 1,19 – tendo alcançado os R$ 1,21 pouco tempo antes, quando a alta era de 17,48%. A mineradora de carvão do grupo “X” chamou as atenções nesta sessão com dois rumores distintos: a concretização da venda de minas de carvão na Colômbia e a proximidade de um acordo da OGX Petróleo (OGXP3).
Os dois cenários são bons para a CCX, efetivamente uma “morta-viva” na bolsa, já que declarou inviabilidade de seus projetos há algum tempo – que iam, inclusive, fazer parte de uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para fechamento de capital da empresa. Oferta esta cancelada por “condições desfavoráveis do mercado”, na metade do ano passado.
A solução seria vender as minas da empresa e distribuir o dinheiro recebido entre os acionistas – o que, graças ao “desconto-X” e as grandes incertezas que existem em qualquer empresa comandada por Eike Batista. Se a empresa vale R$ 1,21 em bolsa, as estimativas é que os valores a serem recebidos superam os R$ 3,00 por ação – caso a venda seja concretizada.
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A CCX já fechou termo de exclusividade com uma empresa e viu as conversas fracassarem, na metade do ano passado. Em outubro, fechou mais um termo de exclusividade com outra empresa para vender duas minas até dezembro e teve que postergar as vendas para no mínimo, março. Não se sabe se as conversas estão se encaminhando bem ou não.
Essa dúvida também existe em relação ao acordo da OGX Petróleo com os seus credores – capaz de “desarmar” a pior das bombas-X. Isso traria um alívio sistêmico para todas as empresas do grupo EBX. A expectativa é que o acordo final seja feito esta semana, quando termina o prazo que a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural) deu para que a OGX comprove sua viabilidade financeira.