Ação da CCX despenca com rumor de cancelamento de venda de minas

Fontes ouvidas pelo InfoMoney atribuem forte baixa dos papéis a especulações de que a venda de duas minas na Colômbia teria sido cancelada

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SÃO PAULO – O acordo de venda de dois projetos de mineração entre a CCX Carvão (CCXC3) na Colômbia e a Transwell Enterprises, anunciado no último dia 13, corre o risco de ser cancelado, de acordo com fontes ouvidas pelo InfoMoney. Os compradores estariam desconfiados que os investimentos necessários para desenvolver os projetos de carvão da CCX seriam muito maiores que o estimado pelo empresário Eike Batista, controlador da companhia.

Os papéis da empresa estão em queda livre nos últimos pregões. Os papéis chegaram a bater em R$ 1,79 com o otimismo gerado pelas vendas das minas, mas, desde então, já recuam mais de 30%. Nesta terça-feira, de acordo com cotação das 11h34 (horário de Brasília), os papéis CCXC3 registravam queda de 10,45%, a R$ 1,20; na véspera, a queda foi de 12,42%.

A assessoria de imprensa do Grupo EBX não foi encontrada para comentar o caso. 

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A companhia de carvão de Eike Batista havia firmado no último dia 13 contrato com a Transwell Enterprises para a venda dos projetos de mineração a céu aberto Canaverales e Papayal, na Colômbia, por US$ 75 milhões, negociação que não chegou a ser concluída. As empresas assinaram primeiro um memorando de entendimentos que nas próximas semanas poderia se transformar em um contrato definitivo de venda das minas de carvão, que incluem direitos minerários, estudos, licenças e propriedades de titularidade da CCX. 

O cancelamento da venda teria sido o estopim da saída do presidente da companhia, José Gustavo Souza Costa, na noite do último domingo, conforme noticiado pela coluna Radar da Veja. A coluna de Lauro Jardim apontou que Eike e Costa, que também era presidente da AUX, já vinham se desentendendo há tempos. A CCX não divulgou comunicado ao mercado nem fato relevante sobre a possível substituição do executivo.

Outro rumor que circula no mercado é que em breve Eike poderia tentar se desfazer de parte de sua posição na CCX para fazer caixa. O empresário tem cerca de 60% das ações e precisa de dinheiro para arcar com outros compromissos. Nos últimos meses, Eike vendeu uma fatia relevante de suas ações da OGX com o mesmo objetivo.

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.