Empreendimentos imobiliários

A receita de sucesso da Arquiplan para vencer no mercado imobiliário há 70 anos

Marcelo Ginzberg, diretor da Arquiplan, explicou a segmentação do negócio e a importância da localização para seus empreendimentos

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SÃO PAULO – Na última segunda-feira (21), Ricardo Reis, professor do InfoMoney, conversou com Marcelo Ginzberg, diretor da Arquiplan, uma das companhias mais tradicionais do mercado imobiliário brasileiro, sobre as estratégias que foram usadas para manter a longevidade da empresa, que completa 70 anos em 2020.

Ginzberg tem formação em engenharia e começou sua carreira no mercado imobiliário na Gafisa, até assumir a direção da Arquiplan junto com seu irmão. Como explicou o executivo, ir trabalhar na Arquiplan foi um salto importante na carreira, pois pôde assumir uma empresa que nasceu na sua própria família.

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“A Arquiplan é um negocio familiar, do meu avô. Quando entramos, a empresa usava um método de construção antigo. Sempre foi passado para nós um conservadorismo, e essa bagagem nós mantivemos até hoje. Porém, adaptamos esse conservadorismo com alguns toque de inovação”, explica Ginzberg.

E essa adaptação funcionou. Após a entrada dos irmãos, a Arquiplan manteve seu ritmo de crescimento acelerado. Em 2019, a companhia colocou no mercado cerca de R$ 400 milhões em VGV.

VGV é um termo bem comum no mercado imobiliário que significa Valor Geral de Vendas. Exemplificando, caso um empreendimento possua 50 apartamentos a R$ 100 mil cada, o VGV do negócio é de R$ 5 milhões. Vale lembrar que esse valor não é o valor total de receita, mas sim uma estimativa de geração de caixa.

Embora os irmãos tenham adaptado certas políticas da empresa para modernizar o negócio, alguns setores mantiveram a tradição da companhia. E um desses é o da segmentação, já que o core business do negócio permanece o mesmo: empreendimentos voltados para a classe média e média alta.

“Sempre fomos bem focados e segmentados. Nunca fomos aventureiros, sempre com muito foco no padrão médio e médio alto”

Além de se manter fiel ao segmento que atende desde os primórdios da empresa, o diretor da Arquiplan também acredita que o foco da companhia segue um dos principais mantras do mercado imobiliário, o de buscar a melhor localização.

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“Quando fazemos pesquisas de feedback com clientes, indiscutivelmente, a localização foi um dos fatores determinantes para adquirir o imóvel. Depois vinham fatores como a própria empresa ou a qualidade”

“Normalmente, uma boa localização é uma região altamente adensada. Mas, principalmente para o mercado de São Paulo [área de atuação da Arquiplan], é preciso conhecer muito bem o setor, já que uma quadra de distancia pode mudar totalmente o negócio. É um mercado muito peculiar”, explica Ginzberg.

Para manter por tanto tempo a companhia como uma referencia do mercado, Ginzberg explica que a atenção aos pequenos detalhes e a padronização entre os imoveis foram fundamentais para consolidar a imagem de uma empresa séria e responsável nos clientes.

“Para nós, o importante é a padronização. Procuramos, nos pequenos detalhes, ter grandes ganhos. A soma de todos os bons pequenos detalhes que vão resultar no nosso padrão de qualidade, nosso diferencial perante as outras empresas”

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